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Na véspera do 2º turno, Datafolha dá Flávio 47% e Lula 46%, em empate técnico

Editorial define a campanha como uma das mais rasteiras desde a redemocratização, enquanto a disputa chega ao domingo sem favorito claro.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

Os brasileiros votam neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na última pesquisa Datafolha, o candidato do PL tem 47% das intenções de voto e Lula, 46%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que configura empate técnico.

O voto do gaúcho entra na mesma conta nacional, e as urnas do Rio Grande do Sul abrem e fecham no mesmo horário das de Brasília. A diferença entre os dois é pequena a ponto de qualquer variação de comparecimento pesar no resultado.

Disputa chegou ao empate nos votos válidos

Nos votos válidos, critério da Justiça Eleitoral que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio e Lula aparecem com 50% cada. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 2%.

A vantagem do candidato do PL encolheu nas últimas semanas. Em 8 de outubro, Flávio tinha 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. Em 15 de outubro, a diferença caiu para 51% a 49%. O levantamento, encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, foi feito de 20 a 22 de outubro e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

A rejeição também é parelha. Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores rejeitam Flávio e 45% rejeitam Lula.

Um editorial publicado na reta final da corrida avalia que Lula e Flávio personificam duas visões inconciliáveis de país. Para o texto, essa distância ajudou a produzir uma das campanhas mais rasteiras e rasas desde a redemocratização.

O editorial lista como sinais dessa degradação as propostas inverossímeis, o abuso do populismo e a profusão de acusações para elevar a rejeição do adversário. Também aponta a escassez de debates, o uso da desinformação, as contestações a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os arroubos censórios na Corte e as suspeitas de interferência de big techs.

O texto situa a disputa em meio ao escândalo do Banco Master e à crise moral do Supremo Tribunal Federal (STF). Registra ainda um ponto positivo: não houve teorias conspiratórias sobre as urnas eletrônicas, que tiveram desempenho modelar no primeiro turno. Trata-se de uma avaliação de opinião, não de um balanço oficial.

Debates trocaram acusações de corrupção

No segundo turno, a Band promoveu um debate em 18 de outubro e a TV Globo fez outro na sexta (23). No encontro da Band, os dois candidatos trocaram acusações de corrupção, inclusive envolvendo familiares, e divergiram sobre segurança pública e economia.

Serviço

Quando: domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília. Onde: na seção eleitoral de cada eleitor, com documento oficial com foto. Resultado: a apuração começa após o fim da votação, e o TSE divulga os números no site da Justiça Eleitoral.

Perguntas frequentes

Quando é o 2º turno das eleições presidenciais?

Domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Qual foi o resultado da última pesquisa Datafolha?

Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula tem 46%, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Como funciona o horário de votação no Rio Grande do Sul?

As urnas gaúchas abrem e fecham no mesmo horário das de Brasília, das 8h às 17h.

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