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MPRS cumpre oito buscas em Erechim, Passo Fundo e Itapema e bloqueia até R$ 11,3 milhões

Operação Home Cash apura cobrança de home care acima do que foi prestado, com dinheiro do Estado e do IPE Saúde; investigação nasceu de notícia-crime da PGE.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 3 min de leitura

Agente do GAECO/MPRS manuseia documentos sobre uma mesa durante o cumprimento de mandado de busca.
Foto: Divulgação/Mprs

O Ministério Público do RS (MPRS) deflagrou nesta terça (20) a Operação Home Cash, contra suspeitas de fraude em serviços de home care pagos pelo governo estadual e pelo IPE Saúde. Cerca de 50 agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão contra 15 alvos em Erechim e Passo Fundo, no Norte do RS, e em Itapema, em Santa Catarina.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 11,3 milhões e o sequestro de veículos e imóveis. Os recursos sob apuração vêm dos cofres do Estado e do IPE Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais. O valor do bloqueio é um teto para garantir eventual ressarcimento. Não corresponde a um desvio comprovado.

Laudos e orçamentos em processos judiciais

A investigação começou com uma notícia-crime enviada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A investigação apura a atuação de um grupo na apresentação de laudos médicos e orçamentos em processos judiciais ligados a atendimentos domiciliares. Segundo o MPRS, os indícios mostram cobrança por serviços em quantidade superior à efetivamente prestada, com prejuízo aos cofres públicos.

Os investigadores também examinam movimentações financeiras entre pessoas e empresas ligadas ao grupo e a compra de bens registrados em nome de terceiros. O MPRS não divulgou os nomes dos alvos nem o valor efetivamente desviado.

A ação é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRS. Participaram ainda os promotores Manoel Figueiredo Antunes e Maristela Schneider, o Núcleo de Inteligência do MPRS e a Brigada Militar. Em Itapema, o GAECO do Ministério Público de Santa Catarina deu apoio ao cumprimento de um mandado de busca.

"A Operação Home Cash é mais um desdobramento das apurações conduzidas pelo MPRS", disse Pessi, ao se referir aos possíveis desvios no atendimento domiciliar de saúde. Segundo ele, os trabalhos buscam identificar a extensão do prejuízo ao Estado e ao IPE Saúde e o caminho do dinheiro.

Elo com as operações Gollum

A Home Cash é desdobramento das operações Gollum I e II, segundo nota do GAECO de Santa Catarina. A Home Cash é descrita como desdobramento das investigações iniciadas nas operações Gollum I e Gollum II, segundo nota do GAECO catarinense.

A Gollum I foi deflagrada em 4 de dezembro de 2024, em Passo Fundo, com 11 mandados de busca em empresas, escritório de advocacia e residências, além de bloqueios de contas. A Gollum II, de 18 de março de 2026, cumpriu 12 mandados em Passo Fundo, Canoas, Esteio e Balneário Camboriú e bloqueou cerca de R$ 12 milhões.

O nome Home Cash já havia sido usado pelo MPRS em outra operação sobre o mesmo tipo de fraude. Aquela foi deflagrada em 9 de abril de 2025, em Santo Ângelo, nas Missões. Em setembro de 2025, o GAECO denunciou 12 pessoas por organização criminosa voltada a fraudes e desvios de recursos públicos em serviços de home care.

As medidas divulgadas nesta fase são de busca e apreensão, bloqueio de bens e sequestro de veículos e imóveis. Segundo o MPRS, o objetivo agora é analisar o material apreendido, preservar provas e dimensionar os valores envolvidos.

Perguntas frequentes

Qual é o valor bloqueado na Operação Home Cash?

Até R$ 11,3 milhões, como teto para eventual ressarcimento; não corresponde a desvio comprovado.

Quais cidades tiveram mandados cumpridos?

Erechim e Passo Fundo, no Norte do RS, e Itapema, em Santa Catarina, com oito mandados de busca contra 15 alvos.

De onde vêm os recursos investigados?

Do cofre do Estado e do IPE Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais.

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