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Moyale, na Etiópia, tem tiros e até 50 mil pessoas fogem para o Quênia, diz ACNUR

Caminhões de carga seguem retidos nos dois lados da fronteira, e agências da ONU pedem US$ 8,9 milhões para atender os deslocados por três meses.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Arte: Fila de caminhões de carga parados em uma estrada de terra sob sol forte, na fronteira entre Etiópia e Quênia
Arte: Bairrista

Tiros esporádicos foram ouvidos nesta sexta (30) perto de Moyale, cidade etíope na divisa com o Quênia. Segundo a Associated Press, um jornalista no lado queniano gravou os disparos, que vêm ocorrendo desde 22 de outubro. Caminhões de carga continuam parados nos dois lados da fronteira.

A crise é humanitária e internacional, sem ligação direta com o Rio Grande do Sul. "Segundo as autoridades locais, até 50 mil pessoas cruzaram para o Quênia", afirmou Fatima Mohammed-Cole, representante do ACNUR (agência da ONU para refugiados) no Quênia.

Escolas e igrejas abrigam parte dos deslocados

O registro e a verificação continuam, com relatos de novas travessias. O ACNUR registra movimentos significativos desde 22 de outubro.

A violência envolve as regiões etíopes de Oromia e Somali. Os choques opõem forças de segurança e civis armados dos dois estados. Disputas antigas por limites administrativos e controle do território alimentam a tensão em torno de Moyale.

Parte dos que chegaram está com parentes e comunidades locais; outros se abrigaram em escolas e igrejas. Comida, água limpa, abrigo, saneamento e atendimento de saúde são as necessidades mais urgentes, segundo o ACNUR no Quênia.

O ACNUR mobiliza itens domésticos e materiais de abrigo para quase 12 mil pessoas e trabalha para ampliar a ajuda. A equipe de emergência em Moyale atua com o governo queniano, por meio do Departamento de Serviços para Refugiados e das autoridades do condado, além de OIM, Unicef, Programa Mundial de Alimentos e Cruz Vermelha do Quênia.

ACNUR, Unicef, OIM e PMA pedem US$ 8,9 milhões para apoiar até 50 mil pessoas nos próximos três meses. O ACNUR também busca, com autoridades e parceiros, alojamentos mais seguros, longe da fronteira.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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