Motta quer votar neste ano voto distrital misto para valer em 2034
Mudança atingiria deputados federais, estaduais e vereadores, mas ainda não tem texto divulgado nem os 308 votos que uma PEC exige.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta (28) que pretende discutir e votar ainda em 2026 a troca do sistema proporcional pelo voto distrital misto. A proposta prevê a implementação do novo sistema em 2034, com um modelo de transição para as eleições de 2030. O anúncio veio depois de reunião com líderes de União, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos.

O que muda para o eleitor gaúcho
A regra valeria para as eleições proporcionais: deputados federais, deputados estaduais e vereadores. No Rio Grande do Sul, isso alcança os 31 deputados federais, os 55 deputados estaduais da Assembleia Legislativa e as câmaras de vereadores dos 497 municípios. Presidente, governador, prefeito e senador seguem fora da mudança, porque são escolhidos pelo sistema majoritário.
Hoje, o Brasil usa o sistema proporcional de lista aberta. No modelo misto, o eleitor teria dois votos: um para escolher representantes por distrito e outro na distribuição proporcional de cadeiras entre partidos. Na prática, parte da bancada gaúcha passaria a responder a uma região do estado. O mapa dos distritos e o formato das listas ainda não foram divulgados.
Por que 2034 e qual é o caminho
Motta disse que a data busca "efetivação desse sistema" em 2034, com uma transição construída até lá. Segundo a cobertura da Exame, o objetivo do prazo longo é reduzir as resistências políticas que historicamente travaram reformas eleitorais. O formato da transição de 2030 não foi detalhado.
Motta falou em uma PEC, proposta de emenda à Constituição. A PEC ainda não tem texto nem relator. A mudança precisaria passar em dois turnos na Câmara, com apoio de três quintos dos deputados em cada um, e depois seguir para o Senado.
Votos e resistências
Uma PEC precisa de 308 dos 513 votos na Câmara em cada turno, e Motta ainda busca adesões além dos partidos que estiveram na reunião.
Segundo Motta, a próxima etapa é buscar diálogo com as demais legendas, incluindo a federação formada por PT, PV e PCdoB, além de PL e Novo. O presidente da Câmara afirmou que a intenção é construir uma proposta de consenso entre os partidos. Declarações nominais de opositores ainda não apareceram, e não há votos registrados sobre o tema.
O Senado também será consultado. Motta disse que pretende encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar das mudanças.
O que vem a seguir
Motta quer apresentar o texto da PEC, definir o relator e chegar à votação ainda em 2026.
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