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Mianmar: enviada da Asean se reúne com chanceler militar e discute guerra e ajuda

Teresa Lazaro, chanceler das Filipinas e enviada do bloco, também pediu acesso a Aung San Suu Kyi, presa desde o golpe, e não a encontrou.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Arte: Reunião oficial em sala com bandeiras e mesa comprida, com diplomatas sentados ao redor de documentos e microfones
Arte: Bairrista

A enviada da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) para Mianmar, Teresa Lazaro, encontrou o chanceler mianmarense Tin Maung Swe em Naypyidaw, a capital, na quinta-feira (29). Os dois trataram da guerra civil e do acesso humanitário, segundo os comunicados oficiais.

O assunto não tem efeito direto sobre o Rio Grande do Sul. O encontro mostra como a diplomacia do Sudeste Asiático lida com uma das crises humanitárias mais longas do mundo.

Governo militar quer voltar ao bloco

O governo apoiado pelo Exército quer normalizar as relações com a Asean, cuja liderança foi barrada das cúpulas em 2021 por não conter o conflito após o golpe militar. Pelo comunicado de Mianmar, os dois discutiram como restaurar o papel do país no bloco. O comunicado do gabinete de Lazaro não menciona esse ponto.

Tin Maung Swe afirmou que Naypyidaw trabalha para aplicar o plano de paz da Asean, mas só "em linha com seus interesses nacionais e sua soberania". A visita ocorreu depois de o governo militar declarar, em agosto, que um enviado especial da Asean não era mais necessário.

Suu Kyi segue sem visita pública

Lazaro havia pedido acesso à Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida desde que foi derrubada no golpe. Autoridades do regime negaram à enviada o acesso físico a ela. Lazaro disse que perguntou sobre a situação de Suu Kyi e recebeu resposta positiva: ela está bem.

Os comunicados consultados não registram acordo sobre corredores humanitários nem sobre a participação de militares em cúpulas. A missão humanitária foi liderada pelas Filipinas, que presidem a Asean em 2026. Na quarta-feira (28), Lazaro esteve em Taunggyi, no estado de Shan, para acompanhar ações de ajuda humanitária.

Saber mais: fontes consultadas (4)

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