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PolíticaBrasil

Meta diz ao TSE que trata Lula e Flávio de forma igual e nega favorecer candidato

Em resposta ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a empresa anexou nota técnica sobre isonomia, mas não apresentou dados de alcance das publicações.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Vista aérea da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter favorecido o alcance de publicações de algum candidato na disputa presidencial. A manifestação foi enviada na noite de segunda-feira (19). A empresa diz que as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) recebem o mesmo tratamento.

Quadro: Meta diz ao TSE que trata Lula e Flávio de forma igual e nega favorecer candidato
Entenda em um quadro · Bairrista

A resposta chega a seis dias do segundo turno, marcado para domingo (25). A regra vale para todo o país: o que eleitores gaúchos veem da campanha no Instagram, no Facebook e no WhatsApp está sob a mesma ordem do TSE de tratamento igual às duas candidaturas.

O que a Meta alegou

No documento, a empresa afirma que os conteúdos das duas candidaturas são tratados de forma "igual e não discriminatória". Segundo ela, uma nota técnica anexada ao processo descreve o mecanismo que garante essa isonomia.

Na peça, a Meta não abordou dados de alcance. Ela se apoiou em observação do relator do caso no TSE, ministro Marco Aurélio Bellizze: a isonomia da lei eleitoral é de regras e critérios, não de resultados. Na prática, a empresa diz que aplica os mesmos critérios aos dois lados, sem prometer que o alcance será igual.

Sobre a Meta AI, que, segundo a campanha de Lula, atendia a pedidos de imagens de apoio a Flávio e recusava os mesmos pedidos sobre o presidente, a empresa disse ter adotado medidas adicionais. Agora a ferramenta rejeita comandos que tragam os prenomes dos candidatos. A Meta também afirmou agir de boa-fé e pediu reunião com o ministro para esclarecer pontos técnicos.

O que a campanha de Lula levou ao tribunal

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, apresentou dados segundo os quais a Meta desfavorecia conteúdos do campo político do presidente e dava destaque ao adversário. Outra queixa é a possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos. A campanha de Flávio Bolsonaro também fez uma reclamação semelhante no TSE.

Multa e prazo

Na sexta-feira (16), o plenário do TSE manteve a decisão inicial de Bellizze, que mandou a Meta tratar as campanhas de forma isonômica de imediato. A nova ordem veio depois de a empresa deixar passar o prazo inicial de 72 horas. Bellizze deu então 24 horas para o envio das informações e elevou a multa de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

O ministro pediu esclarecimentos sobre quatro pontos: como funcionam os sistemas de recomendação, o alcance dos anúncios das duas candidaturas, as investigações sobre redes de perfis inautênticos e os conteúdos que deveriam ser identificados como sintéticos. O TSE não informou se considerou a resposta suficiente nem se a multa será cobrada.

Serviço

O segundo turno da eleição presidencial acontece no domingo (25). As decisões do caso são publicadas na página de notícias do tribunal, em tse.jus.br.

Perguntas frequentes

Quando acontece o segundo turno da eleição presidencial?

O segundo turno acontece no domingo (25), seis dias após a resposta da Meta.

Qual é o valor da multa aplicada à Meta pelo TSE?

O TSE elevou a multa de R$ 500 mil para R$ 1 milhão após a empresa deixar passar o prazo inicial.

Onde acompanhar as decisões do caso no TSE?

As decisões são publicadas na página de notícias do tribunal, em tse.jus.br.

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