Mendonça trava no TSE julgamento que derrubaria sua ordem contra vídeo de Lula por 4 a 3
Com o pedido de destaque, o caso sai do plenário virtual e vai para sessão presencial, sem data marcada; o vídeo segue fora do ar.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 11:54 · 2 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu destaque nesta quinta (15) e interrompeu o julgamento que derrubaria sua decisão contra um vídeo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O placar no plenário virtual estava em 4 votos a 3 pela derrubada, e o destaque leva a discussão ao plenário físico.
Na prática, o vídeo continua fora do ar até o plenário presencial decidir, e o TSE não marcou data para essa sessão. A peça trata de programas federais que atendem moradores de todo o país, inclusive do Rio Grande do Sul.
Vídeo ligava o "tesouraço" a cortes em programas sociais
A campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, questionou um vídeo de cerca de 55 segundos. Ele foi publicado em 6 de outubro nos perfis de Lula no Instagram e no X.
A peça associa o chamado "tesouraço" a possíveis cortes no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida e no Mais Médicos. Também cita combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres.
Na terça (13), Mendonça mandou Lula remover as publicações em até três horas. Ele fixou multa de R$ 10 mil por dia ou por nova publicação em caso de descumprimento. Segundo a CNN Brasil, as postagens já tinham sido excluídas dos perfis do presidente.
Relator viu contradição com o plano de governo de Flávio
Para Mendonça, "a propaganda apresenta como consequência certa uma ameaça generalizada à continuidade de políticas sociais, sem apontar fundamento fático mínimo".
Ele citou o plano de governo que Flávio registrou no TSE. O documento prevê reduzir a estrutura administrativa do Estado, com corte de ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além de combate a supersalários. Segundo o ministro, o plano não prevê o fim dos programas citados no vídeo.
Mendonça negou, por ora, o pedido para estender a ordem a conteúdos semelhantes e para proibir novas publicações com o mesmo teor.
Nunes Marques e Toffoli votaram com o relator
Ao manter a medida, Mendonça teve o apoio do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e do ministro Dias Toffoli. Foram os dois votos ao lado do relator no plenário virtual.
Caso volta ao plenário presencial, em Brasília
O processo será julgado no plenário presencial do TSE, em Brasília. Até lá, vale a liminar de Mendonça.
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