Melo chama pacote federal de "irresponsabilidade eleitoral e fiscal" na Federasul
Prefeito de Porto Alegre e presidente da FNP anunciou grupo técnico na prefeitura para medir o impacto da escala 5x2 e estimou em R$ 35 bilhões o custo para serviços municipais.
Por que afeta o RS: Medidas federais com impacto em despesas obrigatórias e capacidade de investimento de estados e municípios, incluindo Porto Alegre.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), classificou o conjunto de medidas do governo federal como uma "irresponsabilidade eleitoral e fiscal". A fala foi no Tá na Mesa da Federasul, nesta quarta-feira (21), na sede da entidade em Porto Alegre. Entre as medidas criticadas estão benefícios sociais, renegociação de dívidas, subsídios a combustíveis e ampliação de linhas de crédito. "É uma farra sem precedentes", disse Melo.
Melo preside a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Ele argumentou que decisões de período eleitoral geram compromissos de longo prazo sem garantia de receita permanente e podem pressionar estados e municípios, já afetados pela alta das despesas obrigatórias e pela queda na capacidade de investimento.
Prefeitura cria grupo para calcular custo da escala 5x2
No mesmo evento, o prefeito anunciou um grupo de trabalho com as áreas técnicas da prefeitura para avaliar o impacto financeiro da nova escala 5x2 na administração municipal. Melo disse que "não existe serviço de qualidade na ponta sem uma política fiscal ajustada". A PEC que acaba com a escala 6x1 foi aprovada no Senado.
Melo estimou em R$ 35 bilhões o aumento no custo dos serviços públicos municipais. Ele não detalhou o cálculo.
O que o governo federal anunciou no período
Entre as medidas recentes está o Prospera MEI. O governo o anunciou na terça-feira (13), no Palácio do Planalto. O pacote tem cinco frentes: perdão integral de dívidas tributárias, compra de dívidas bancárias pelo governo, apoio produtivo de até R$ 5 mil sem devolução, aumento do teto de faturamento e dispensa de nota fiscal em vendas a pessoas físicas.
O perdão pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores, com débitos de R$ 12,6 bilhões. O governo estima impacto fiscal de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029.
Gomes defende reformas, Melo, fim da reeleição
O ex-vice-prefeito Ricardo Gomes também participou do debate. Ele afirmou que o país precisa avançar em reformas institucionais e tributárias para ter mais previsibilidade econômica. Melo defendeu mudanças no sistema político, incluindo o fim da reeleição. Ele também propôs mudar a forma de indicação dos ministros do STF.
O Prospera MEI virou lei com a sanção presidencial em 21 de outubro (Lei Complementar nº 238/2026). O teto de faturamento sobe para R$ 110 mil e o perdão das dívidas com a União começa a valer em 1º de janeiro de 2027. Em 2028, o teto chega a R$ 140 mil.
Saber mais
- Rádio Pampa – Pacote eleitoral reacende debate sobre responsabilidade fiscal
- Rádio Pampa – Prefeito de Porto Alegre cria grupo de trabalho para avaliar os impactos financeiros do fim da escala 6×1
- Jornal do Comércio – Melo classifica fim da escala 6X1 como "irresponsabilidade eleitoral"
- RS Notícias – Na Federasul, Melo critica fim da escala 6X1 e ataca medidas do governo federal
- O Antagonista – Presidente da Frente de Prefeitos chama fim da 6x1 de "demagogia eleitoral"
- Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte – Anúncio do Prospera MEI
- InvestNews – Prospera MEI: quem tem direito ao perdão das dívidas
- Mixvale – MEI tem novo teto de R$ 140 mil com perdão de dívidas
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