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Urgente Lula é reeleito com 51,79% e 64,2 milhões de votos, a maior votação já registrada para presidente
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Lula é reeleito com 51,79% e 64,2 milhões de votos, a maior votação já registrada para presidente

Petista saiu de 2,2 milhões de votos atrás no 1º turno para 4,4 milhões à frente no 2º; no RS, Flávio Bolsonaro venceu com 57,84%.

Por que afeta o RS: Eleição presidencial de alcance nacional, com efeito direto sobre políticas federais que valem também para o Rio Grande do Sul.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Luiz Inácio Lula da Silva em foto oficial de arquivo (2023).
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos (48,21%), uma diferença de 4.430.191 votos, segundo dados do TSE com 100% das seções apuradas. Os 64,2 milhões superam o recorde que já era do próprio Lula: 60,3 milhões, em 2022.

No Rio Grande do Sul, o resultado foi outro. Flávio teve 3.874.378 votos (57,84% dos válidos), contra 2.824.552 (42,16%) de Lula. O vencedor nacional governa o país até dezembro de 2030 e define as políticas federais que valem para o estado. Mesmo derrotado aqui, Lula cresceu: ganhou 529.793 votos entre um turno e outro no RS.

Lula virou 6,6 milhões de votos em três semanas

No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio ficou em primeiro, com 47,03% dos válidos (56.104.268 votos). Lula teve 45,16% (53.876.617). A vantagem do candidato do PL era de cerca de 2,2 milhões de votos. No 2º turno, o petista passou a ter 4,4 milhões à frente. A virada na diferença foi de 6,6 milhões.

Lula teve mais de 10 milhões de votos a mais do que no 1º turno. Flávio cresceu cerca de 3,7 milhões. Do total de votos novos somados pelos dois, 73,6% foram para o petista.

A migração de eleitores não explica o ganho

Os demais candidatos do 1º turno, entre eles Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), somaram 9,3 milhões de votos. É cerca de 1 milhão a menos do que Lula ganhou. Mesmo que todos esses eleitores tivessem migrado para ele, o crescimento do petista não ficaria explicado.

A conta fecha com outro componente. Lula e Flávio juntos ganharam cerca de 14,1 milhões de votos entre os turnos. Descontados os 9,3 milhões dos outros candidatos, sobram cerca de 4,8 milhões de votos válidos que não existiam antes. Esse volume vem de mais gente votando e de menos brancos e nulos.

Com 91,95% das seções totalizadas, o comparecimento estava em 80,96% e a abstenção em 19,04%. Os brancos somavam 1,11% e os nulos, 2,10%. O padrão aparece também no RS: a abstenção foi de 19,16% no 2º turno, contra 21,35% no 1º.

Nordeste e Sudeste sustentaram o avanço

Lula venceu nos nove estados do Nordeste e somou 24,5 milhões de votos, contra 10,8 milhões de Flávio, um saldo de 13,7 milhões. Na região, o petista ganhou quase 3 milhões de votos entre os turnos, de 21,5 para 24,5 milhões (13,75%).

Os maiores ganhos em números absolutos foram no Sudeste. Em São Paulo, Lula passou de 9.505.413 para 12.119.274 votos, um aumento de 2.613.861, e chegou a 46,15%. Minas Gerais somou 1.162.163 votos a mais, e o Rio de Janeiro, 872.372.

O mapa final ficou dividido. Lula ficou à frente em 13 estados. Flávio venceu em outros 13 e no Distrito Federal.

Minas virou e seguiu o resultado do país

Minas Gerais foi o único estado em que Lula virou o resultado do 1º turno, quando Flávio liderava. O petista venceu com 50,43% dos votos, contra 49,57%. O estado manteve a tradição de espelhar o resultado nacional. Os 1,16 milhão de votos novos de Lula em Minas foram o segundo maior ganho absoluto entre os estados, atrás só de São Paulo.

No RS, Lula cresceu, mas Flávio ampliou a vantagem sobre 2022

No Rio Grande do Sul, Flávio teve 55,64% dos válidos no 1º turno, e Lula, 35,73%. De um turno para o outro, Flávio ganhou 300.595 votos. A diferença entre os dois no estado caiu, mas Flávio seguiu com folga: 1.049.826 votos, ou 15,67 pontos percentuais.

O resultado gaúcho supera o de quatro anos atrás. Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) teve 56,35% dos válidos no 2º turno no RS. Flávio ficou 1,49 ponto percentual acima. Votaram 6.889.638 eleitores gaúchos, 80,84% do eleitorado.

No interior, o padrão se repetiu. Em Soledade, Flávio fez 57,52% (10.029 votos), contra 42,48% (7.408) de Lula.

Lula cumpre o quarto mandato até dezembro de 2030. O estado, onde 2,8 milhões de eleitores votaram nele no 2º turno, segue sob as políticas federais definidas por ele.

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