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PolíciaBrasil

Justiça prorroga por 30 dias prisão de Milton Leite e de 12 investigados do caso PCC

Juiz afirma que soltura antes da perícia em celulares e computadores apreendidos poderia permitir a destruição de provas; presidente do Água Santa também é alvo do inquérito.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 15:08 · 2 min de leitura

Foto de Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo, preso na Operação Vectura Corrupta (Wikimedia Commons)
Foto: Leon petrosyan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Justiça de São Paulo prorrogou por 30 dias a prisão temporária do ex-vereador Milton Leite e de outros 12 investigados na Operação Vectura Corrupta. A prorrogação veio a público nesta quinta (15). Leite, do União Brasil, presidiu a Câmara paulistana durante seis anos.

A investigação apura a suspeita de infiltração do PCC no transporte público da capital paulista. Entre os alvos do inquérito está Paulo Korek, presidente do Esporte Clube Água Santa. O clube é de Diadema, na Grande São Paulo.

Juiz aponta risco de apagamento remoto

A decisão é do juiz Nélson Augusto Bernardes de Souza, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Ele escreveu que manter o grupo preso é "indispensável para resguardar a integridade das fontes de prova digital".

Segundo o magistrado, os aparelhos apreendidos ainda não foram plenamente acessados. Soltar os investigados antes disso permitiria o acionamento de comandos remotos para apagar dados guardados em nuvem. Ele também entendeu que os interrogatórios só fazem sentido depois dos laudos de extração, para que cada alvo seja confrontado com o material recuperado.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, pediu mais prazo. Alegou que celulares bloqueados por senha e criptografia ainda esperam perícia. O Gaeco, braço do Ministério Público que combate o crime organizado, apoiou a prorrogação.

Defesas pediam soltura

A defesa de Leite alegou nos autos que não havia fato novo e que o material apreendido nas buscas bastava. Também citou condições pessoais e idade avançada. Outras defesas falaram em demora na análise dos equipamentos e pediram medidas cautelares alternativas ou prisão domiciliar. Um dos investigados, de 83 anos, afirmou ter entregado voluntariamente as senhas dos aparelhos.

Korek nega ligação com o PCC

Korek se apresentou à Polícia Civil na Dise de Mogi das Cruzes em 19 de setembro. Em vídeo, negou as acusações de integrar esquema de favorecimento do crime organizado no setor de transporte. No mesmo dia, sua defesa pediu habeas corpus para suspender a prisão temporária de 30 dias. O Água Santa publicou nota garantindo a continuidade das atividades do clube.

A Vectura Corrupta foi deflagrada em 17 de setembro. Leite, que nega ligação com a facção, está preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.

Perguntas frequentes

Quanto tempo foi a prorrogação da prisão de Milton Leite?

A Justiça de SP prorrogou por 30 dias a prisão temporária de Milton Leite e de outros 12 investigados na Operação Vectura Corrupta.

Por que o juiz manteve os investigados presos?

Segundo o juiz, soltá-los antes da perícia nos aparelhos apreendidos permitiria comandos remotos para apagar dados guardados em nuvem.

O que é a Operação Vectura Corrupta?

Operação deflagrada em 17 de setembro que apura suspeita de infiltração do PCC no transporte público da capital paulista.

Onde Milton Leite está preso?

Ele está na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes e nega ligação com a facção.

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