🔍
Sexta-feira, 16 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 204,3 mil ▲ 0,01%19°C ⛅
PolíciaBrasil

Justiça do Rio torna réus 12 ex-executivos da Americanas por fraude de R$ 25 bilhões

Ação penal na 6ª Vara Federal Criminal corre em segredo de Justiça; a denúncia do MPF, de março de 2025, aponta associação criminosa e manipulação de mercado.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 08:25 · 2 min de leitura

Justiça do Rio torna réus 12 ex-executivos da Americanas por fraude de R$ 25 bilhões
Foto: Halley Pacheco de Oliveira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro aceitou, nesta quinta (15), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 ex-executivos da Americanas. Os 12 denunciados passam a ser réus. Eles são acusados de envolvimento na fraude contábil que levou a varejista à recuperação judicial. O processo tramita em segredo de Justiça.

Aceitar a denúncia abre a ação penal, mas não é condenação. A partir daqui, a Justiça vai analisar as provas e ouvir as defesas. A decisão atinge as pessoas físicas, não a empresa.

A Americanas afirma que foi vítima de uma fraude estruturada e dolosa cometida pelos ex-executivos. A companhia disse que não teve acesso à decisão e que confia na Justiça.

Ex-CEO Miguel Gutierrez está entre os 12 réus

A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo. Segundo a lista publicada, são réus o ex-CEO Miguel Gutierrez, Anna Saicali, ex-presidente da B2W (a área digital do grupo), e o ex-vice-presidente Timótheo de Barros. Completam o grupo os ex-diretores Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Fabiano, Luiz Augusto Saraiva Henriques, Jean Pierre Lessa e Anna Christina Sotero.

A denúncia original tinha 13 acusados. Marcio Cruz, ex-vice-presidente denunciado em 2025, não aparece na lista dos 12.

MPF aponta fraude entre 2016 e 2022

O MPF apresentou a denúncia em 31 de março de 2025. Todos foram denunciados por associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado; nove também por uso de informação privilegiada. Segundo o MPF, as práticas fraudulentas ocorreram de fevereiro de 2016 a dezembro de 2022.

Pela acusação, Gutierrez teria sido o principal responsável pelo esquema e teria planejado, ordenado e executado as fraudes. A fraude contábil, descoberta em 2023, ocultou um rombo de R$ 25 bilhões. A varejista oficializou o pedido de recuperação judicial em 19 de janeiro de 2023.

Não há manifestação pública das defesas sobre a decisão até esta sexta (16).

Réus serão citados; julgamento não tem data

Os próximos passos são a citação dos réus e a apresentação das defesas. Não há data para julgamento.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também