🔍
Sexta-feira, 16 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 204,3 mil ▲ 0,01%20°C 🌧

Polícia Civil cumpre nove mandados na Capital contra extorsão com imagens íntimas

Grupo teria exigido R$ 10 mil de uma vítima pelo WhatsApp, e o articulador seria um preso da Cadeia Pública de Porto Alegre.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 09:04 · 2 min de leitura

Polícia Civil cumpre nove mandados na Capital contra extorsão com imagens íntimas
Foto: Fronteira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Polícia Civil do RS deflagrou nesta sexta (16) a Operação Sombra Digital, conduzida pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp/Dercc).

Quadro: Polícia Civil cumpre nove mandados na Capital contra extorsão com imagens íntimas
Quadro-resumo com os dados principais · Bairrista

A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, nos bairros Costa e Silva, Mário Quintana, Vila Jardim e Vila João Pessoa, além de uma cela da Cadeia Pública.

O grupo é suspeito de extorquir R$ 10 mil de uma vítima com ameaça de divulgar imagens íntimas e conversas privadas. O golpe usa recursos comuns a qualquer celular, e a polícia orienta como agir diante de uma mensagem assim.

Como o golpe funcionava, segundo a polícia

A vítima registrou ocorrência e relatou que, a partir de 4 de agosto de 2026, passou a receber mensagens pelo WhatsApp, de diferentes números, exigindo R$ 10 mil.

Se o dinheiro não fosse pago, os criminosos ameaçavam mandar imagens íntimas e conversas privadas dela para familiares e colegas de trabalho.

O conteúdo era enviado no modo de visualização única do aplicativo, o que dificulta o registro e a preservação da prova. No dia seguinte, uma terceira linha telefônica reiterou a exigência.

Para aumentar a pressão, os autores mandaram dados pessoais da vítima e de familiares, como endereços de casa e locais de trabalho. A polícia vê nisso uma demonstração de que o grupo tinha acesso a informações privadas.

O grupo usava várias linhas telefônicas, aparelhos compartilhados e chaves PIX em nome de terceiros para cobrar o dinheiro. Contas de terceiros servem para esconder quem recebe o pagamento.

Preso seria o articulador

A Dicesp analisou dados telemáticos, cadastrais e financeiros e chegou a um investigado que está na Cadeia Pública de Porto Alegre. Segundo a polícia, ele coordenava as ações com apoio de familiares e de uma estrutura fora da prisão. As apurações indicam que ele é vinculado a uma organização criminosa com atuação em Porto Alegre.

A Justiça autorizou buscas nos endereços dos oito investigados identificados, incluindo a cela do suspeito apontado como articulador. Os policiais procuram celulares, chips, anotações e documentos com dados bancários e chaves PIX, além de comprovantes de transações financeiras.

A Polícia Civil não informou o que foi apreendido.

O delegado Filipe Borges Bringhenti, diretor operacional do Dercc, afirmou que "o pretenso anonimato da internet não é um escudo para o crime". A investigação segue para responsabilizar todos os suspeitos.

Polícia orienta não pagar e registrar ocorrência

  • Não pagar o valor exigido.
  • Guardar as mensagens recebidas, sem apagar as conversas.
  • Registrar ocorrência em uma delegacia.

A extorsão tem pena de reclusão de quatro a 10 anos e multa, conforme o Código Penal.

Serviço

Quem sofre ameaça desse tipo deve procurar qualquer delegacia da Polícia Civil do RS. Em caso de risco imediato, o telefone é o 190, da Brigada Militar.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também