Irã nega envolvimento em ataques houthis à Arábia Saudita e oferece mediação
A resposta de Teerã veio um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU condenar os ataques que deixaram 13 mortos e mais de 300 feridos no aeroporto de Riade.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 08:07 · 2 min de leitura

O Irã negou nesta sexta (16) qualquer papel nos ataques dos houthis do Iêmen contra a Arábia Saudita. A negativa veio um dia depois de Riade acusar Teerã de ter incentivado a escalada recente contra o reino. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, reiterou a oferta de mediação entre as partes.
Para quem vive no RS, o efeito é indireto e passa pelo petróleo. A pressão sobre a Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, ocorre num mercado global de energia já abalado pela guerra regional.
Riade acusa Teerã de armar houthis; Irã nega
Em comunicado, Baghaei afirmou que a República Islâmica rejeita qualquer alegação de que tenha tido papel nas operações houthis . Ele disse que as forças iemenitas agem conforme os próprios interesses e que as acusações "não são críveis" para quem conhece a relação entre o Irã e seus aliados . Segundo o porta-voz, Teerã não vê vantagem para nenhum dos lados em mais escalada.
A acusação saudita partiu na quinta (15) do vice-ministro de Diplomacia Pública, Rayed Krimly. Ele afirmou que o Irã continua armando, treinando e apoiando os houthis, em violação a resoluções do Conselho de Segurança.
Krimly disse ainda que os houthis recusaram um convite para se reunir em Omã no início da rodada atual de hostilidades.
ONU condena ataques a aeroportos e à Aramco
Também na quinta, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma declaração presidencial de condenação. O texto cita os ataques de 10 e 11 de outubro ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, que mataram 13 pessoas e feriram mais de 300. A declaração também condena ataques a outros aeroportos e a instalações da Saudi Aramco.
Os integrantes do Conselho condenaram ainda os ataques e as ameaças houthis à navegação comercial no Mar Vermelho e no estreito de Bab al-Mandab.
Os ataques seguiram nesta sexta. A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado três drones no sul e em Riade e dois mísseis de cruzeiro sobre o Mar Vermelho. Também abateu um míssil balístico sobre Yanbu, cidade que abriga o terminal de um grande oleoduto.
A segurança local de Áden, sede interina do governo iemenita, informou que dois mísseis caíram dentro do perímetro do aeroporto da cidade, sem mortos. Um dia antes, um ataque houthi ao palácio presidencial em Áden matou cinco pessoas e feriu 16, segundo o ministro da Saúde.
Em nota divulgada nesta sexta, o Ministério das Relações Exteriores saudita saudou a declaração da ONU. O governo reafirmou o direito de tomar todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seus cidadãos e residentes.
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