EUA dizem apoiar eleição livre e defendem sanções a Moraes e medidas contra PCC e CV
Carta do Departamento de Estado a uma deputada democrata, assinada na quinta-feira (15), chega dez dias antes do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 07:58 · 2 min de leitura

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em carta assinada na quinta-feira (15), que apoia o direito dos brasileiros a um processo eleitoral livre e justo. No mesmo documento, Washington defendeu as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
O texto chega a dez dias do segundo turno, no domingo (25), quando os eleitores gaúchos voltam às urnas com o resto do país para escolher o presidente. A carta não traz, nos trechos divulgados, compromisso explícito de reconhecer o resultado das urnas. Fala em manter diálogo com o "governo eleito", sem citar nomes.
O que a carta diz sobre as eleições
O documento é assinado por Katherine Bowles, secretária assistente do Escritório de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, e foi encaminhado à deputada democrata Delia Ramirez.
O Metrópoles teve acesso à carta.
"Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo", afirma o governo americano na resposta.
O órgão diz que continuará a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover segurança, comércio recíproco, investimentos e prosperidade nos dois países.
O Departamento afirma manter diálogo regular com governos e sociedade civil no Hemisfério Ocidental sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral, inclusive pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por diálogo bilateral.
Defesa das sanções a Moraes e da designação de PCC e CV
Sobre Moraes, o Departamento de Estado sustenta que o ministro "abusou de seu cargo" ao autorizar detenções preventivas e emitir ordens secretas que obrigavam plataformas a banir contas de pessoas por publicarem conteúdo protegido.
Sobre as facções, a carta justifica a designação como organizações terroristas estrangeiras. Segundo o texto, a decisão refletiu a avaliação de que os dois grupos são altamente violentos, têm milhares de membros, atacam forças de segurança, autoridades e civis brasileiros e mantêm redes criminosas que chegam aos EUA.
O departamento cita ainda a gravidade da ameaça que as organizações representam para a segurança dos EUA e da região.
O que Ramirez havia perguntado
A resposta atende a uma carta que Ramirez enviou ao secretário de Estado, Marco Rubio, em 24 de setembro. A deputada liderou um grupo de parlamentares americanos que questionou a atuação do governo Trump em relação ao Brasil e cobrou de Washington o compromisso de respeitar o resultado das eleições brasileiras.
O que está em jogo no domingo
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam o segundo turno da eleição para presidente, no domingo, 25 de outubro de 2026.
No primeiro turno, Flávio terminou em primeiro, com 47,03% dos votos válidos (56.103.033 votos), e Lula em segundo, com 45,16% (53.870.724 votos).
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