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EconomiaBrasilAfeta o RSPorto Alegre e Metropolitana

IPCA-15 sobe 0,36% em Porto Alegre em outubro, acima dos 0,32% do país

Tomate, cebola e arroz puxam a alta da comida, enquanto a conta de luz recua com a bandeira verde; em 12 meses, a inflação nacional chega a 4,62%.

Por que afeta o RS: Porto Alegre teve IPCA-15 de 0,36%, acima da média nacional, com alta de 4,90% em 13 meses no município.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Close-up of a fresh produce display in a supermarket with ripe red tomatoes and yellow onions piled in wooden crates, soft overhead store li
Ilustração: Bairrista

O IPCA-15 de outubro ficou em 0,32% no Brasil e em 0,36% em Porto Alegre, informou o IBGE nesta sexta (23). A prévia da inflação desacelerou em relação a setembro, quando marcou 0,70%, uma queda de 0,38 ponto percentual.

Quadro: IPCA-15 sobe 0,36% em Porto Alegre em outubro, acima dos 0,32% do país
Em números · Bairrista

Na Capital, o índice acumula 4,20% no ano e 4,90% em 13 meses. No Brasil, a alta é de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses.

Comida pesa mais no bolso

Dos nove grupos pesquisados, oito tiveram alta. Alimentação e Bebidas teve a maior variação e o maior impacto: 0,88%, ou 0,19 ponto percentual. As demais variações ficaram entre o recuo de 0,10% em Habitação e a alta de 0,55% em Despesas pessoais.

A alimentação no domicílio subiu 1,01%, contra 0,38% em setembro. Entre os itens que mais subiram estão:

  • tomate: 24,54%
  • cebola: 13,63%
  • batata-inglesa: 10,96%
  • arroz: 5,80%

Cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%) ficaram mais baratos. A alimentação fora de casa também acelerou, de 0,44% para 0,56%. A refeição subiu de 0,38% para 0,61%, e o lanche, de 0,44% para 0,66%.

Luz cai, combustíveis sobem

Habitação passou de 2,07% em setembro para -0,10% em outubro. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que foi de 7,42% para -0,89% com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde. Na bandeira amarela, a cobrança era de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; na verde, não há cobrança adicional. No grupo, o gás de botijão subiu 1,28% e o aluguel residencial, 0,28%.

Em Transportes, que variou 0,05%, os combustíveis saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O diesel subiu 3,70%, o etanol 2,73% e a gasolina 0,92%. O gás veicular recuou 0,18%. As passagens aéreas caíram 9,24% e tiveram o principal impacto negativo do mês, de 0,08 ponto percentual.

Em Despesas pessoais, o IBGE aponta alta de 4,30% em cinema, teatro e concertos, de 2,18% em pacote turístico e de 0,62% em empregado doméstico.

Dez das onze áreas tiveram alta

Entre as regiões pesquisadas, a maior variação foi a de Belém (0,76%), com tomate a 17,55% e energia elétrica a 3,71%. A cidade teve reajuste tarifário de 6,63% desde 18 de setembro. O menor resultado foi o de Curitiba (-0,27%), onde as passagens aéreas caíram 11,58% e a taxa de água e esgoto, 8,05%, por desconto de 25% na tarifa mínima desde 1º de outubro.

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