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EconomiaBrasilAfeta o RS

Indústria tem a maior insatisfação com a margem de lucro desde 2020, aponta a CNI

Índice de satisfação com o lucro caiu a 42,2 pontos no 3º trimestre; no RS, a produção recuou em agosto e o emprego industrial soma 15 meses de queda.

Por que afeta o RS: A indústria gaúcha está exposta às mesmas pressões nacionais de custos, demanda e faturamento.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Motores industriais embalados em paletes em galpão de fábrica.
Foto: Divulgação/noticias.portaldaindustria.com.br

A insatisfação dos empresários da indústria brasileira com a margem de lucro chegou ao maior nível desde a pandemia. A Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (22), mostra que o índice de satisfação com a margem de lucro caiu 1,3 ponto no terceiro trimestre, para 42,2 pontos. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020. A linha de 50 pontos separa a satisfação da insatisfação.

No Rio Grande do Sul, a Sondagem Industrial do Sistema FIERGS mostra que a produção caiu em agosto, na comparação com julho, e o índice ficou em 44,2 pontos, o maior recuo do ano. O emprego industrial ficou em 45,6 pontos, completando 15 meses consecutivos de retração. A pesquisa da FIERGS não mede margem de lucro, mas mostra a atividade que sustenta o resultado das fábricas do estado.

Custo, demanda e faturamento apertam o lucro

Segundo a CNI, o resultado reflete o acúmulo de pressão de custos, em parte ligada à guerra no Oriente Médio, e a redução da demanda, que derruba o faturamento das empresas.

O indicador de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas recuou 3,6 pontos no trimestre, para 60,5 pontos, abaixo da média histórica para o período. A insatisfação também cresceu com o acesso ao crédito e com a situação financeira: os índices recuaram 0,5 ponto, para 39,4, e 0,2 ponto, para 47,4.

A demanda interna insuficiente voltou à vice-liderança do ranking de principais problemas da indústria, posição que não ocupava desde o terceiro trimestre de 2025. O percentual de empresas que a apontam é o maior desde o primeiro trimestre de 2024.

Indústria gaúcha também vê demanda e investimento fracos

A Sondagem da FIERGS, divulgada no fim de setembro, traz o recorte do estado. A utilização da capacidade instalada recuou 3 pontos percentuais em agosto, para 69%. As expectativas para os seis meses seguintes seguiram abaixo de 50 pontos, o que indica pessimismo entre os industriais gaúchos.

As expectativas para os próximos seis meses seguem negativas: demanda em 47,4 pontos, emprego em 47 e intenção de investimento em 48,7, todos abaixo da linha de 50 pontos.

Para a edição do terceiro trimestre, a CNI consultou 1.348 empresas, sendo 562 pequenas, 474 médias e 312 grandes, entre 1º e 13 de outubro.

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