Gramado discute regras para delivery por drones; concessão prevê quase R$ 100 milhões
Estudo da Droneportos do Brasil propõe contrato de 25 anos e um droneporto na Praça das Crianças, e o grupo de trabalho da prefeitura analisou o projeto de lei nesta terça (20).
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Gramado discutiu nesta terça (20), no Grupo de Trabalho Intersetorial do município, o projeto de lei do Executivo que institui o Marco Regulatório da Mobilidade Aérea Urbana. O texto é a base para uma concessão que, pelo estudo de viabilidade, exigiria quase R$ 100 milhões em infraestrutura e operação.
O projeto prevê estruturas públicas de pouso e decolagem e serviços de entrega de saúde, alimentação, indústria e logística. A pesquisa de demanda aponta esses setores como os principais interessados.
Quem propõe e como funcionaria. O estudo foi conduzido pela Droneportos do Brasil, empresa de São Paulo. O documento foi entregue à prefeitura em 25 de agosto, com as modelagens técnica, financeira e jurídica. A empresa já havia testado o procedimento em Gramado, no fim de 2025. Em dezembro de 2025, a empresa fez voos com cerca de 100 quilos de chocolate no Lago Negro.
O modelo é de concessão. O contrato com o poder público teria 25 anos, e a empresa vencedora da licitação precisaria investir quase R$ 100 milhões. A Droneportos é uma das interessadas em disputar a licitação. Segundo o estudo, as operações podem passar de 1 mil por dia até o fim do contrato.
Onde ficariam os droneportos. O local ideal seria a Praça Silvino Fioreze, a Praça das Crianças, na Rua Garibaldi. A estrutura modular teria cerca de 24 metros quadrados e 2,5 metros de altura. Na primeira fase, haveria mais seis pontos de entrega em espaços públicos. Ficariam perto dos parques Knorr, Le Jardin, Snowland e Acquamotion, do Lago Negro e do Serra Park. O projeto também admite droneportos em locais privados que cumpram as exigências.
Regras e próximos passos. O secretário de Inovação, André Castilhos dos Reis, afirmou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acompanha o estudo. Ele disse que a meta é diversificar a economia, "sempre cuidando do nosso turismo, meio ambiente e do planejamento da cidade".
Um projeto de lei complementar sobre o tema também foi protocolado na Câmara. A autora é a vereadora Professora Denise (Progressista). O texto exige que as estruturas de apoio sigam as diretrizes urbanísticas e o estilo predominante em Gramado.
Na reunião de terça, o gerente de projetos da Droneportos, Vitor Antunes, apresentou dados e estudos técnicos. Agora, as secretarias de Planejamento, Meio Ambiente e Trânsito enviam suas considerações técnicas à Procuradoria-Geral do Município, que faz a análise legal e prepara o envio do projeto à Câmara. No Legislativo, estão previstas audiências públicas com a comunidade.
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