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TGS retoma neste sábado sísmica de 11,2 mil km² na Bacia de Pelotas, ao largo do RS

Os 9,7 bilhões de barris estimados pela EPE são potencial preliminar, sem descoberta nem reserva comprovada; a etapa deve terminar em 2027.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Embarcação de pesquisa sísmica em mar aberto; a TGS retoma levantamento de 11,2 mil km² na Bacia de Pelotas, ao largo do RS.
Foto: Divulgação/Olitoraneo

A norueguesa TGS retoma neste sábado (24) a pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas, em uma área de cerca de 11,2 mil quilômetros quadrados do Atlântico, entre a região de Mostardas e o Chuí. A retomada ocorre depois de uma pausa ambiental iniciada em agosto.

Quadro: TGS retoma neste sábado sísmica de 11,2 mil km² na Bacia de Pelotas, ao largo do RS
Em números · Bairrista

A sísmica não indica, por si só, que haverá petróleo na costa gaúcha. A confirmação depende de estudos geológicos, interpretação de dados sísmicos, perfuração de poços e avaliações técnicas. Para o litoral sul, o efeito concreto por ora é logístico: segundo a TGS, o Porto do Rio Grande funciona como base de apoio às atividades. A empresa não informou número de vagas nem investimentos locais.

O que a estimativa da EPE significa

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, fez uma estimativa preliminar de 9,7 bilhões de barris de óleo equivalente potencialmente recuperáveis na bacia. É um cálculo de potencial geológico. Não é uma descoberta confirmada nem uma reserva comprovada.

Reservas comprovadas são volumes que se mostram técnica e comercialmente viáveis, normalmente depois de poços perfurados e testados. Na Bacia de Pelotas, a etapa de perfuração ainda não começou.

Como é a pesquisa

Na sísmica 3D, um navio reboca equipamentos que emitem ondas acústicas controladas e sensores que registram os reflexos nas camadas do subsolo. Depois de processados, os registros permitem construir representações tridimensionais das estruturas geológicas.

A fase 2 do projeto Pelotas Sul é conduzida em parceria com a SLB. A aquisição de dados está prevista para terminar no segundo ou terceiro trimestre de 2027. A área vai de Mostardas ao Chuí, em águas com profundidade a partir de 200 metros.

A campanha tem pausas previstas no licenciamento federal. A suspensão de agosto estava no planejamento original e foi a primeira da campanha 3D. A empresa prevê nova pausa entre julho e setembro de 2027. Segundo a TGS, esses intervalos de silêncio servem para reduzir o impacto sobre aves e cetáceos. O programa Pelotas Sul, iniciado em dezembro de 2025, recebeu licenciamento do Ibama e autorização da Marinha do Brasil e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Venda de dados e próximos passos

A TGS vende os dados a empresas interessadas. A fase 2 inclui áreas já contratadas e áreas abertas, o que dá cobertura a quem avalia blocos atuais e abre oportunidades ligadas a futuras licitações. A Shell arrematou 29 blocos em Pelotas, junto com a Petrobras (operadora), no leilão de concessão de 2023. Em 2025, o diretor de exploração e desenvolvimento da Shell, Lucio Prevatti, disse que a companhia pode fazer uma primeira perfuração exploratória em Pelotas em 2028.

A etapa em andamento termina entre o segundo e o terceiro trimestre de 2027, e a campanha mais ampla da TGS na bacia deve se estender até 2028.

Perguntas frequentes

A sísmica da TGS confirma petróleo no litoral gaúcho?

Não. A sísmica não indica por si só a presença de petróleo; a confirmação depende de estudos geológicos, perfuração de poços e avaliações técnicas.

Os 9,7 bilhões de barris são reserva comprovada?

Não. É uma estimativa preliminar de potencial geológico da EPE, sem descoberta confirmada nem reserva comprovada.

Quando termina a etapa de sísmica na Bacia de Pelotas?

A aquisição de dados está prevista para terminar no segundo ou terceiro trimestre de 2027.

Qual área a pesquisa cobre?

Cerca de 11,2 mil km², de Mostardas ao Chuí, em águas a partir de 200 metros de profundidade.

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