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Inca: diagnóstico avançado atinge 60% das mulheres negras com câncer de mama, ante 50%

Publicação lançada no Rio na terça (27) dá base ao número de 3,8 vezes que circula nas manchetes; o dado é nacional e o SUS atende as gaúchas pela UBS.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Mulher negra de blazer fala ao microfone em evento com painel e público sentado, durante lançamento de publicação sobre
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostrou que mulheres negras chegam mais tarde ao diagnóstico do câncer de mama. A doença é descoberta em fase avançada em 60% das negras, contra 50% das brancas. Os números constam da publicação Disparidades raciais na incidência do câncer de mama, lançada na terça (27), no Rio de Janeiro.

Para a leitora gaúcha, o dado reforça um recado prático: a mamografia e a avaliação clínica no SUS começam na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. O número é nacional.

O que é o número de 3,8 vezes

O Inca detalha que o número de 3,8 vezes se refere à evolução da taxa de mortalidade entre 2000 e 2020: o aumento foi 3,8 vezes maior entre as negras. Não se trata de uma taxa de óbitos 3,8 vezes superior em qualquer ano.

O livro é o primeiro volume da série Disparidades Raciais e Câncer de Mama: um Olhar para a Saúde das Mulheres Negras. Mortalidade e sobrevida serão abordadas no segundo volume.

Por que a diferença existe

O Inca aponta que as mulheres negras chegam mais tarde ao diagnóstico.

O Inca cita desigualdades socioeconômicas, dificuldade de acesso aos serviços e estresse ligado às condições de vida como fatores que podem contribuir.

A estimativa do instituto é de mais de 78 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028.

Como acessar o exame no SUS

Segundo o Ministério da Saúde, mulheres de 40 a 74 anos podem fazer mamografia pelo SUS mesmo sem sinais ou sintomas. Em qualquer idade, o exame sai com indicação médica. Quem notar alteração na mama deve procurar a UBS sem esperar pelo exame de rotina. O SUS também oferece investigação diagnóstica, cirurgia, radioterapia e medicamentos, conforme o tipo e o estágio do tumor.

Serviço: a mulher que mora em Porto Alegre ou no interior do RS deve procurar a UBS de referência, onde recebe avaliação e encaminhamento para a mamografia. O Inca disponibiliza gratuitamente em seu portal, no gov.br, a cartilha Saúde com Axé: mulheres negras e prevenção do câncer.

Saber mais: fontes consultadas (5)

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