Ibirubá reforça posto do bairro e GERCOM para frear gasto de até R$ 750 mil/mês no Comaja
Secretário da Saúde diz que o custo com o consórcio chegou a R$ 10 milhões em 2025 e admite falhas no transporte de pacientes e na saúde mental.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 10:15 · 3 min de leitura

A Secretaria Municipal de Saúde de Ibirubá, no Planalto Médio, reorganiza os atendimentos para que cada morador procure primeiro o posto de saúde do seu bairro. O município também amplia o uso do GERCON, sistema estadual de regulação. O secretário municipal da Saúde, Rogério Mauri de Oliveira, afirma que a meta é reduzir a dependência dos serviços contratados pelo Comaja, que hoje custam de R$ 700 mil a R$ 750 mil por mês.

Para quem mora na cidade, a mudança é de rota. A orientação é procurar a unidade de referência do território. Lá, médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários fazem o acompanhamento e os encaminhamentos entre unidades. A ideia é evitar que os pacientes se concentrem no Postão. Consultas e cirurgias passam a depender mais do GERCON.
"Nós vamos precisar ainda mais do apoio da comunidade, porque cada vez mais as pessoas vão ter que procurar os seus postinhos de referência", disse Oliveira. Segundo ele, é por esses critérios, pela regulação e pela produção que o município terá recursos.
Gasto com o Comaja subiu de R$ 6 milhões para R$ 10 milhões
Oliveira está à frente da pasta desde 15 de setembro de 2025, data de posse registrada na Programação Anual de Saúde. O Comaja é o consórcio intermunicipal dos municípios do Alto Jacuí e do Alto da Serra do Botucaraí. Ele credencia empresas para consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, entre outros serviços.
Segundo o secretário, o gasto anual do município com o consórcio passou de cerca de R$ 6 milhões em 2023 para R$ 9 milhões em 2024 e R$ 10 milhões em 2025. O ritmo atual, de R$ 700 mil a R$ 750 mil por mês, equivale a R$ 8,4 milhões a R$ 9 milhões por ano.
Sem a reorganização, afirma Oliveira, a conta seria bem maior. "Se não tivéssemos feito esse trabalho, estaríamos hoje com mais de R$ 2 milhões por mês em despesas com o Comaja, o que poderia colapsar o sistema", disse. Para ele, o município não tem como pagar tudo em atendimento particular e precisa usar a regulação do SUS.
O secretário citou a traumatologia como a área que mais avançou com o GERCON, depois de acumular dificuldades de acesso.
Famílias trocam o plano particular pelo SUS
Segundo a Secretaria, a crise econômica levou famílias a deixar planos particulares e procurar o SUS. Quase toda a população está cadastrada no sistema. A rede municipal ultrapassou 83 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026, informou a prefeitura.
O orçamento, diz Oliveira, também sofre com a queda da arrecadação. Por isso, segundo ele, controlar despesas virou condição para manter os serviços.
Até 100 pacientes viajam por dia para atendimento fora
Mais encaminhamentos exigem uma operação diária de transporte. Segundo o secretário, entre 80 e 100 pacientes são levados por dia a Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo e Porto Alegre. Isso pesa em veículos, motoristas e diárias. Oliveira reconheceu dificuldades nessa estrutura.
CAPS deve ganhar carro próprio em 2027
Na saúde mental, Oliveira reconheceu o pedido da equipe do CAPS por um carro exclusivo, sobretudo para emergências e transferências de pacientes. "Na saúde mental, muitas vezes surge uma situação que não pode esperar", afirmou. Segundo ele, o veículo entra no planejamento de 2027, depois da mudança do serviço para a nova estrutura. A prefeitura não informou a data dessa mudança.
Serviço
Secretaria Municipal de Saúde de Ibirubá
- Endereço: Rua Mauá, 940, Centro
- Telefone: (54) 3324-8500, ramal 1
- Horário: das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h
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