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Huang, da Nvidia, diz em Berlim que empresas europeias precisam virar companhias de IA

Chanceler Friedrich Merz pediu à indústria alemã que abra seus dados para a IA, mas 45% das empresas alemãs que já usam a tecnologia temem que dados internos caiam em mãos erradas.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Robô humanoide branco com olhos luminosos, em ambiente interno, ao lado de um tablet.
Foto: Divulgação/Bitkom

O diretor-geral da Nvidia, Jensen Huang, cobrou das empresas europeias que produzam inteligência artificial, e não apenas consumam a tecnologia. A fala foi na conferência GTC Berlin. A keynote de Huang no Tempodrom foi nesta quarta (21).

O recado também interessa a quem fabrica no RS. A discussão que ocupa a Europa, sobre quem controla os dados de fábrica e quem lucra com eles, tende a chegar às indústrias de máquinas, metalmecânica e automação do Estado conforme a IA entra no chão de fábrica.

Merz pede dados abertos, e Berlim fecha acordo com a Nvidia

Na segunda (19), no encontro "Invest in Germany", o chanceler Friedrich Merz se dirigiu às empresas industriais alemãs. Ele pediu que abram as portas para a IA, para que ela possa usar seus dados. A mensagem foi dirigida ao Mittelstand, as pequenas e médias empresas alemãs.

No mesmo dia, o Ministério da Economia da Alemanha assinou uma carta de intenções com a Nvidia,. Huang também anunciou investimentos planejados nas startups alemãs Agile Robots, Avelios Medical, Mirelo e Reflex Aerospace. Os aportes fazem parte de um compromisso de quase US$ 10 bilhões da Nvidia com o ecossistema de tecnologia europeu.

Empresas que já usam IA temem vazamento

A resistência aparece na pesquisa do Digitalverband Bitkom, associação alemã do setor digital, divulgada em 14 de setembro. O instituto Bitkom Research ouviu por telefone 603 empresas com 20 ou mais funcionários na Alemanha, entre as semanas 28 e 33 de 2026. A associação classifica a amostra como representativa da economia como um todo.

Pela primeira vez, a maioria das empresas usa IA: 57%. Entre as empresas que ainda não usam IA, 66% citam obstáculos jurídicos.

A conferência segue até quinta (22) em Berlim, com mais de 100 sessões sobre IA agêntica, robótica, IA física e modelos abertos, segundo o programa da Nvidia.

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