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Houthis atacam Áden e acusam Riade de 16 mortes; coalizão diz ter barrado 2 mísseis

Os alvos dos mísseis eram Taif e Yanbu, no oeste saudita, e o Brent fechou a quinta (22) a US$ 113,17, o maior nível em cinco meses.

Por que afeta o RS: A instabilidade no Oriente Médio vem perturbando os mercados petrolíferos, com impacto potencial nos preços de combustíveis no estado.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Bombas de extração de petróleo ao pôr do sol. O Brent fechou a quinta-feira (22) a US$ 113,17, o maior nível em cinco meses.
Foto: Divulgação/Melhorinvestimento

Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram neste sábado (24) um ataque contra uma base naval e um acampamento militar em Áden, sede provisória do governo iemenita reconhecido internacionalmente. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que interceptou dois mísseis lançados contra Taif e Yanbu, no oeste do reino. A coalizão anunciou a interceptação no sábado, em comunicado sobre os dois mísseis disparados na direção das duas cidades.

A escalada mexe com o bolso de quem abastece no Rio Grande do Sul. O petróleo reage a cada ataque à infraestrutura saudita. O Brent encerrou a quinta-feira (22) a US$ 113,17 por barril, impulsionado por ataques dos houthis a instalações petrolíferas sauditas. A Abicom, associação dos importadores de combustíveis, calculou que a defasagem nas refinarias da Petrobras chegou a 44% quando o barril estava em US$ 111. A alta do barril aumenta a pressão por reajuste do diesel, que move os caminhões e as máquinas do campo gaúcho.

O que cada lado diz sobre Áden, Sanaa e Hodeida

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, disse que as forças do grupo atacaram concentrações sauditas no campo Al Nasr e na base naval de Áden. Uma fonte policial disse à AFP que os houthis miraram uma posição da coalizão perto de Áden. O governo iemenita afirmou que três mísseis atingiram instalações da guarda costeira: dois no quartel-general e um em prédio do distrito de Tawahi.

As 16 mortes saem de relatos do canal Al Masirah, ligado aos houthis. Segundo o canal, quatro pessoas morreram numa residência em Sanaa. Seis mulheres e uma criança morreram num prédio de trabalhadores de uma fábrica de cimento na província de Sanaa, e cinco em Hodeida, no mar Vermelho. Os houthis responsabilizam a Arábia Saudita.

Interceptações e ataques a alvos sauditas

A Defesa Civil saudita emitiu alertas de "perigo potencial" para quatro regiões do oeste, entre elas Meca, e os revogou minutos depois. A agência informou que destroços dos mísseis interceptados caíram em Jeddah, Taif e Rabigh, segundo a Reuters.

Saree afirmou que o grupo atacou três aeroportos sauditas em 24 horas, além de duas instalações petrolíferas, um oleoduto e uma base aérea. As autoridades sauditas não confirmaram esses alvos. Na quarta-feira (21), houve ataques com vítimas na Arábia Saudita. Segundo a Reuters, uma pessoa morreu e oito ficaram feridas num aeroporto civil em Dammam, e outras duas morreram quando um drone atingiu um campo de petróleo. A Saudi Aramco esvaziou sua sede em Dhahran, e os EUA mandaram funcionários não essenciais da embaixada deixarem o país.

Antes disso, no início de outubro, um ataque ao aeroporto de Riade deixou 13 mortos, e a ONU condenou os ataques houthis e pediu contenção. A guerra civil iemenita estava praticamente congelada desde a trégua de 2022 e foi retomada em julho. A retomada ocorreu em meio ao conflito regional aberto pelos bombardeios de EUA e Israel contra o Irã em fevereiro.

Para o analista Tamas Varga, da PVM Oil, os ataques a navios no Estreito de Ormuz e à infraestrutura saudita pesam mais nos preços que os relatos de exportações elevadas. Os houthis prometeram seguir atacando aeroportos sauditas e outros alvos.

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