França tem 410 mil nas ruas contra custo de vida, diz governo; CGT fala em 800 mil
No segundo sábado seguido de protestos, polícia registra quase mil detidos no país e confrontos com mais de 500 "casseurs" em Paris.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Os protestos deste sábado (24) reuniram 410 mil pessoas na França, segundo o Ministério do Interior, e 800 mil, segundo a central sindical CGT. Em Paris, a prefeitura de polícia contou 110 mil manifestantes; a CGT, 250 mil. Foi o segundo fim de semana seguido de mobilização contra a perda de poder de compra e em defesa dos serviços públicos.

A diferença entre as duas contagens é de 390 mil pessoas no país. O tamanho da adesão pesa na pressão sobre o governo de Emmanuel Macron, que enfrenta a segunda semana de ruas cheias e de tensão com a polícia.
Confrontos em Paris no fim do ato
Ao fim do cortejo parisiense, a prefeitura de polícia informou que mais de 500 "casseurs" (baderneiros) atacavam as forças de ordem no cours de Vincennes, no sudeste da capital. A polícia usou um caminhão-pipa e gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação. Um manifestante foi preso com uma arma artesanal, segundo a polícia. Mais tarde, a prefeitura informou que o ato estava inteiramente dispersado.
Houve tensão em outras cidades. Em Lyon, a polícia dispersou um cortejo de milhares de pessoas, e em Toulouse um manifestante ficou gravemente ferido na mão. O prefeito de Saint-Denis, Bally Bagayoko, foi atingido por gás lacrimogêneo durante a mobilização de estudantes secundaristas e pediu desescalada. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que os cortejos "se passaram bem", embora tenham sido registrados saques em alguns pontos.
Ministro fala em quase mil detidos no país
Nuñez afirmou que o país estava perto de mil detenções e que o número deveria subir de forma significativa. No mesmo horário do sábado anterior, marcado por violência e saques, havia 385 detenções. O balanço foi divulgado por volta das 19h30 (14h30 em Brasília).
O governo montou um esquema de segurança reforçado para evitar a repetição dos distúrbios da semana passada. Houve mudanças de última hora nos atos. Em Paris, a prefeitura alterou o trajeto depois de discordar da intersindical, que queria manter o percurso entre Bastille e Nation. A CGT afirma que dezenas de manifestações foram proibidas. Os atos aconteceram sob chuva persistente.
O próximo passo está nas mãos do Ministério do Interior, que deve divulgar um balanço atualizado de detenções nas próximas horas.
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