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Pressão alta atinge 28,3% de 6.092 estudantes avaliados pela SBC; metade é do RS

Pesquisa Brasil Coração Saudável, divulgada nesta terça (20), mediu a pressão de alunos de 38 escolas de Minas, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Por que afeta o RS: Quase metade da amostra da pesquisa (3.059 de 6.092 participantes) é de escolas gaúchas, o que torna os resultados diretamente relevantes para famílias do RS.

Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 1 min de leitura

Estetoscópio e aparelho de medir pressão arterial sobre um tecido branco.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A hipertensão atinge 28,3% das crianças e dos adolescentes de até 18 anos avaliados na pesquisa Brasil Coração Saudável, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), divulgada nesta terça (20). Outros 11,6% estão em pré-hipertensão. O levantamento reuniu 6.092 estudantes de 38 escolas, avaliados entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026.

Quadro: Pressão alta atinge 28,3% de 6.092 estudantes avaliados pela SBC; metade é do RS
Em números · Bairrista

O Rio Grande do Sul pesa na amostra. Minas Gerais entrou com 2.973 participantes, o RS com 3.059 e São Paulo com 60. Os gaúchos somam 50,2% dos avaliados. Os percentuais divulgados são do conjunto da amostra e não vêm separados por estado.

Meninos têm os índices mais altos

A pressão alta aparece com mais frequência entre os meninos de 15 a 18 anos (40,7%) e entre os meninos com menos de 7 anos (39,1%).

O cardiologista Álvaro Avezum, membro da SBC e coordenador do projeto Coração Saudável, relaciona o quadro à redução da atividade física, à alimentação inadequada e a hábitos que aumentam o estresse. Para ele, esses fatores elevam o risco cardiovascular. Avezum afirmou: “Esses fatores, quando combinados, podem comprometer a saúde cardiovascular e aumentar a incidência de doenças cardiovasculares.”

Obesidade e pressão alta andam juntas

Uma em cada três crianças e adolescentes analisados tem excesso de peso: 19,5% com sobrepeso e 13,6% com obesidade. Entre os participantes obesos, a hipertensão foi identificada em 48,4% dos casos, chegando a 60,5% entre adolescentes obesos de 15 a 18 anos.

O sobrepeso é maior nas meninas de 11 a 14 anos (24%), e a obesidade, nos meninos de 7 a 10 anos (17,1%).

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