Greve para as seis linhas do metrô de Buenos Aires após prisão de três sindicalistas
Os três detidos foram soltos ao longo do dia, o governo da cidade exige 50% do serviço e o sindicato fará assembleias para decidir como segue o protesto.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Uma greve surpresa paralisou nesta terça (20) as seis linhas do metrô de Buenos Aires (A, B, C, D, E e H) e o Premetro, o VLT da cidade. A operadora Emova confirmou a interrupção total por volta das 10h. O sistema, conhecido como Subte, transporta cerca de 800 mil passageiros por dia, e a Emova não informou previsão de retomada.
Gaúchos com viagem marcada para a capital argentina devem contar com transtorno no transporte. A cidade tem quase 3 milhões de habitantes, e o metrô é uma das principais formas de circulação entre bairros.
Como começou o conflito
O sindicato (AGTSyP) afirma que o protesto nasceu de uma sanção aplicada a um trabalhador, que considera abusiva. Em reação, o delegado Sebastián Carrizo, funcionário da Emova, abriu uma porta de emergência para os passageiros entrarem sem pagar. A polícia tentou impedir a ação na estação terminal Juan Manuel de Rosas, na Linha B, e houve confronto.
Foram detidos os dirigentes Claudio Dellecarbonara, Néstor Segovia e Facundo Heredia. O secretário de Segurança da cidade, Maximiliano Piñeiro, disse que a prisão foi por obstruir a atuação das forças de segurança. Segovia, secretário-geral do sindicato, foi notificado da abertura de uma causa por resistência à autoridade e solto. Isso ocorreu por volta das 13h. Dellecarbonara e Heredia foram soltos depois de mais de cinco horas detidos.
Contra Carrizo, a Unidade Fiscal Norte ordenou a detenção por desobediência. Segundo Piñeiro, ele estava entrincheirado em um escritório da estação.
Governo exige 50% e sindicato fala em greve por tempo indeterminado
A Secretaria de Trabalho da cidade publicou a Resolução 1201/SECTE/26, que exige cobertura mínima de 50% em cada linha. A regra de serviço mínimo para o metrô foi fixada em junho pelo governo do prefeito Jorge Macri. Ele respaldou publicamente as detenções e criticou a greve. Nas redes, Macri escreveu que quem bloqueia um serviço essencial vai preso e que a cidade não aceitará "extorsões mafiosas".
Segovia, por sua vez, disse que a greve continuará e pode se estender por tempo indeterminado. O sindicato informou que fará assembleias para definir os próximos passos.
Serviço
A Emova divulga a situação das linhas em seus canais oficiais e no aplicativo para celular, que permite consultar o estado do serviço e receber notificações.
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