Governo Leite diz ter caixa para salários e rebate relator que não descarta parcelar
O relator do orçamento de 2027, Claudio Branchieri (PL), cita a situação de caixa; o projeto prevê déficit primário de R$ 4,8 bilhões.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O governo Eduardo Leite (PSD) rebateu, nesta quinta-feira (5), o deputado Claudio Branchieri (PL), que não descartou parcelar salários do funcionalismo estadual em 2027. O secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, afirmou que o Estado tem caixa para pagar em dia.
Para quem depende da folha estadual, os salários seguem sendo pagos dentro do mês trabalhado. Em publicação de 2 de novembro, o Executivo informou que pagaria 90% do 13º salário em 3 de novembro, parcela estimada em R$ 1,7 bilhão para 338,7 mil vínculos.

O que disse o relator
Branchieri é relator da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 e é cotado para assumir a Secretaria da Fazenda no governo de Luciano Zucco (PL). Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, ele não descartou a possibilidade de parcelamento dos salários. "Se eu disser que a chance [de parcelamento] não existe, nós estaríamos mentindo", afirmou. Ele também disse acreditar que ações efetivas evitarão o parcelamento.
Em audiência pública na Comissão de Finanças da Assembleia, o relator admitiu que o governo Zucco poderá ter de parcelar salários em 2027. O argumento se apoia nas receitas livres que restam no caixa depois do pagamento do 13º. Branchieri negou que o parcelamento esteja nos planos de Zucco.
Na quarta-feira (4), o deputado Gustavo Victorino (Republicanos), também aliado de Zucco, projetou que o Estado voltará a ficar sem dinheiro em caixa para pagar salários a partir do primeiro semestre de 2027.
Governo contesta e cita o déficit
Ranolfo rebateu a fala do relator. Ele afirmou que o RS tem caixa e planejamento para manter em dia o pagamento de servidores, fornecedores e serviços essenciais. Ranolfo também lembrou que Leite assumiu o governo durante o parcelamento iniciado na gestão de José Ivo Sartori (MDB).
O projeto de orçamento enviado pelo governo à Assembleia prevê receitas de R$ 95,1 bilhões e despesas de R$ 99,1 bilhões, o que resulta em déficit primário de R$ 4,8 bilhões. O governo não detalhou, nas fontes oficiais consultadas, como pretende cobrir essa diferença.
Sindicato reage
O Cpers, sindicato dos professores estaduais, divulgou nota na quinta. A entidade afirma que Branchieri admitiu explicitamente a possibilidade de parcelamento em 2027. Para o sindicato, o pagamento integral e em dia é um direito, e os servidores não podem ser responsabilizados pela crise fiscal.
O que vem pela frente
A LOA de 2027 segue em tramitação na Assembleia Legislativa. Do 13º salário, o governo já pagou 90%, e o restante será quitado até 18 de dezembro, conforme o cronograma fixado em decreto.
Perguntas frequentes
Os salários dos servidores estaduais estão garantidos?
O governo Eduardo Leite afirma que o Estado tem caixa para pagar em dia, mas o relator Claudio Branchieri não descartou o parcelamento em 2027.
Quando será pago o restante do 13º salário?
O governo já pagou 90% do 13º, e o restante será quitado até 18 de dezembro, conforme decreto.
Qual é o déficit previsto no orçamento de 2027?
O projeto enviado à Assembleia prevê receitas de R$ 95,1 bilhões e despesas de R$ 99,1 bilhões, resultando em déficit primário de R$ 4,8 bilhões.
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