FUP cobra da Petrobras pressa na escala 5x2 e mesmos direitos para terceirizados
A estatal criou um grupo de trabalho para definir o novo modelo, mas ainda não há definição sobre como ele alcança os contratos das empresas prestadoras de serviço.
Por que afeta o RS: A Petrobras opera a Refinaria Alberto Pasqualini (Canoas) e a mudança de jornada alcança seus empregados e prestadores de serviço no estado.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) cobrou nesta terça (20) que a Petrobras acelere a adaptação à escala 5x2, com dois dias de descanso por semana. A entidade também quer que os terceirizados tenham os mesmos direitos dos empregados próprios. A cobrança vem quatro dias depois de o Congresso promulgar a Emenda Constitucional 141, que acaba com a escala 6x1.

A regra vale para todo o país e alcança trabalhadores da cadeia do petróleo no Rio Grande do Sul. Ainda não há definição de como ela será aplicada aos contratos das empresas prestadoras de serviço.
A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, defendeu que a estatal adeque os contratos para incluir os prestadores de serviço, alocados em áreas que vão de plataformas marítimas a refinarias.
Petrobras avalia contratos e empregados próprios
Segundo apurou o Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, a Petrobras criou um grupo de trabalho para avaliar os efeitos do fim da escala 6x1 nos contratos de prestação de serviços; o principal desafio é adaptar as jornadas de cerca de 130 mil terceirizados. Não há prazo divulgado para o grupo concluir o novo modelo.
A empresa disse que suas áreas já iniciaram as avaliações necessárias, considerando os efeitos sobre os contratos com equipes terceirizadas e as implicações para a força de trabalho própria. Entre os empregados próprios, a Petrobras diz que já adota 40 horas semanais no regime administrativo e segue escalas específicas nas unidades operacionais, todas negociadas em acordos coletivos.
O setor de petróleo vê dúvidas sobre os regimes especiais. A Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro) calcula que cerca de 70 mil pessoas trabalham em plataformas marítimas e embarcações de apoio sob esses regimes no Brasil. A avaliação é de que ainda não há clareza sobre como a regra vale para elas.
O que a emenda prevê
A emenda troca a escala 6x1 por cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado por semana.
O calendário tem duas etapas. A transição começa 60 dias após a promulgação, com jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de descanso remunerado. Doze meses depois desse início, o limite cai para 40 horas semanais.
Perguntas frequentes
Qual é a nova escala de trabalho após a Emenda Constitucional 141?
A emenda troca a escala 6x1 por 5 dias de trabalho e 2 de descanso remunerado por semana, com transição que começa 60 dias após a promulgação.
Quando a jornada cai para 40 horas semanais?
Doze meses após o início da transição, que começa com limite de 42 horas semanais.
Os terceirizados da Petrobras terão a nova escala?
Ainda não há definição de como a regra será aplicada aos contratos das empresas prestadoras de serviço; a Petrobras criou um grupo de trabalho, sem prazo divulgado.
Saber mais
- Senado Notícias – Congresso promulga o fim da escala 6x1
- Ministério do Trabalho e Emprego – Congresso promulga PEC que reduz jornada
- Jornal de Brasília – Setor de petróleo vê insegurança com fim da escala 6x1
- Revista Oeste – Petrobras avalia impacto do fim da escala 6x1 para 130 mil terceirizados
- GMC Online – FUP cobra agilidade da Petrobras com fim da escala 6x1
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