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França confirma 1º caso humano do vírus shamonda, até agora restrito a animais

Paciente imunodeprimido morreu em Lyon no início de outubro; hipótese é picada de mosquitinho no leste do país, e a OMS foi avisada.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Hospital em Villeurbanne, na região metropolitana de Lyon, na França.
Foto: TouN / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

TÍTULO: França confirma 1º caso humano do vírus shamonda, até agora restrito a animais

Quadro: França confirma 1º caso humano do vírus shamonda, até agora restrito a animais
Entenda em um quadro · Bairrista

TEXTO: Um paciente gravemente imunodeprimido, internado em Lyon, morreu no início de outubro com o vírus shamonda, detectado pela primeira vez em um ser humano, anunciaram nesta quinta (22) os ministérios da Saúde e da Agricultura da França, em comunicado conjunto.

Os ministérios afirmam que não há risco sanitário identificado para a população em geral. O shamonda infecta principalmente bovinos, e por isso o caso interessa a quem cria gado no Rio Grande do Sul: o vírus passa aos animais pela picada de mosquitinhos, e agora aparece um registro em pessoa.

Hipótese é picada de inseto no leste da França

O paciente estava internado nos Hospices Civils de Lyon por uma doença grave. Segundo as investigações, as complicações cerebrais que antecederam a morte provavelmente têm ligação com a infecção pelo shamonda.

A hipótese é de contaminação pela picada de um mosquitinho do tipo Culicoides, no leste da França, região onde o vírus circulou em animais na primavera e no verão. O vírus foi descoberto nos anos 1960, na Nigéria, e só apareceu na Europa neste verão, em fazendas de gado da França.

Até agora, os cientistas não viam o shamonda como ameaça ao ser humano. Apesar de décadas de circulação na África e na Ásia, nenhum caso humano havia sido documentado.

Investigações seguem em andamento

Os estudos clínicos, biológicos e epidemiológicos continuam, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças foram avisados. Os ministérios franceses não informaram, até esta quinta, prazo para novos resultados.

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