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Agro

Filhote de elefante-marinho do Cassino chega aos 15 dias e muda de pelo; mãe fica mais uma semana

Equipes do Nema e do Cram/Furg monitoram mãe e filhote das 6h às 19h na Querência, em Rio Grande, onde a área segue isolada.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Elefante-marinho fêmea e filhote na Praia do Cassino, em Rio Grande, onde equipes do Nema e do Cram/Furg monitoram os dois.
Foto: Divulgação/Grupooceano

TÍTULO: Filhote de elefante-marinho do Cassino chega aos 15 dias e muda de pelo; mãe fica mais uma semana

Quadro: Filhote de elefante-marinho do Cassino chega aos 15 dias e muda de pelo; mãe fica mais uma semana
Ficha de serviço · Bairrista

TEXTO: A filhote de elefante-marinho nascida em 7 de outubro na Querência, na Praia do Cassino, em Rio Grande, completou 15 dias nesta quinta-feira (22). Ela troca a pelagem preta do nascimento por tons prateados e acinzentados. A mãe deve ficar na areia por cerca de mais uma semana, amamentando, antes de voltar ao mar.

Para quem pretende ir ver os animais, a regra segue a mesma: o trecho está isolado, e a orientação é não se aproximar nem tocar neles. A aproximação de pessoas e a circulação de veículos podem estressar os animais e pôr em risco a mãe e a filhote.

O nascimento é o primeiro da espécie documentado no estado, segundo o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema).

Troca de pelo e ganho de peso

Sérgio Curi, coordenador dos projetos Pinípedes do Sul e Tartarugas Marinhas, explicou que a troca de pelo faz parte do desenvolvimento.

Durante a amamentação, a filhote pode ganhar até 5 quilos por dia, disse Curi. A fêmea adulta pode perder de 5 a 10 quilos diários, porque não sai para se alimentar e usa as próprias reservas. Curi afirmou que os números são uma média e que não é possível cravar o valor exato.

Mãe e filhote passam por avaliações veterinárias diárias, feitas por profissionais do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), ligado à Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Depois que a mãe partir

A previsão de Curi é que a fêmea amamente por mais uma semana e volte ao mar para se alimentar e recuperar energia.

A filhote pode continuar na areia depois disso. Curi explicou que os filhotes acumulam gordura para passar de 10 a 15 dias sem comer, comportamento comum nas colônias reprodutivas da espécie. Como este nascimento ocorreu fora de uma colônia, ele afirmou que o monitoramento continua.

A presença do animal na praia, sozinha, não permite saber de onde ele veio nem para onde vai.

Areia como barreira

O isolamento da área é feito com barreiras de areia, para barrar o acesso e reduzir o risco de atropelamento. Curi disse que a Secretaria de Município do Cassino as refaz todos os dias.

O Nema pede que as pessoas não se aproximem da área isolada, evitem aglomerações e não façam barulho. Cachorros devem ficar longe, e motoristas não devem buzinar nem andar em alta velocidade perto dos animais. A coordenadora do Cram, Paula Canabarro, disse que o sucesso do nascimento depende do compromisso de todos em dar tranquilidade à mãe.

Serviço

O monitoramento acontece todos os dias, aproximadamente das 6h às 19h, na região da Querência, na Praia do Cassino, em Rio Grande. A visita é livre, mas só de longe: quem for deve respeitar o isolamento, manter cães afastados e não tocar nos animais.

Perguntas frequentes

Até que horas o monitoramento dos elefantes-marinhos acontece na Querência?

O monitoramento acontece aproximadamente das 6h às 19h, todos os dias.

Posso visitar a área onde estão a mãe e o filhote?

Sim, a visita é livre, mas só de longe: é preciso respeitar o isolamento, manter cães afastados e não tocar nos animais.

Quanto tempo a mãe deve ficar com o filhote na areia?

A previsão é que a fêmea amamente por mais uma semana antes de voltar ao mar para se alimentar.

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