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PolíticaBrasilAfeta o RS

Flávio Bolsonaro promete restabelecer o Perse, benefício fiscal para eventos e turismo

Candidato do PL anunciou a volta do programa em vídeo nesta terça (20), sem informar custo, prazo ou formato; o benefício acabou em abril de 2025.

Por que afeta o RS: O Perse beneficia shows, eventos e turismo, setores com forte presença no RS, como Gramado e eventos de Porto Alegre.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Duas pessoas analisam documentos com gráficos e uma calculadora sobre a mesa, em cena de trabalho financeiro.
Foto: Divulgação/Apet

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), prometeu em vídeo nesta terça (20) restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) se for eleito. Segundo a divulgação, a medida contemplará o setor de eventos, incluindo shows, e o turismo.

Quadro: Flávio Bolsonaro promete restabelecer o Perse, benefício fiscal para eventos e turismo
Entenda em um quadro · Bairrista

O Perse abrangia eventos, cultura, turismo e hotelaria, setores com presença em Porto Alegre e no interior do RS. A volta poderia mudar a carga tributária das empresas gaúchas que se enquadrassem nas regras. Por enquanto, a ideia é só promessa de campanha: o anúncio não traz estimativa de impacto fiscal nem detalha as condições para restabelecer o benefício.

O vídeo foi publicado no perfil de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, na rede X. "Eu vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo", disse Flávio.

O Perse foi criado pela Lei 14.148/2021 para socorrer empresas na pandemia. O principal benefício era reduzir a zero as alíquotas de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL por cinco anos. Em 2024, a Lei 14.859 manteve o programa, mas exigiu habilitação prévia na Receita Federal e fixou um teto de R$ 15 bilhões em gastos tributários.

A Receita Federal formalizou o fim do benefício por ato de março de 2025, ao declarar que o limite fora alcançado. A extinção vale para fatos geradores a partir de abril. Um relatório do órgão chegou a apontar risco de a renúncia ficar perto de R$ 17 bilhões, acima do teto legal.

O programa também foi alvo de apurações. Entre as suspeitas estavam empresas que usavam código de atividade errado para ter direito ao benefício. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu o encerramento após longa negociação com o Congresso.

Parte das empresas segue com o benefício por ordem judicial. Liminares e sentenças mantêm a alíquota zero com base na redação original da lei de 2021. Algumas decisões estendem a isenção até março de 2027.

Perguntas frequentes

O Perse acabou?

Sim. A Receita Federal declarou o fim do benefício por ato de março de 2025, com efeito para fatos geradores a partir de abril, por ter sido atingido o teto de R$ 15 bilhões.

Quem ainda tem direito ao Perse?

Empresas que mantêm o benefício por ordem judicial, com base na redação original da lei de 2021; algumas decisões estendem a isenção até março de 2027.

Quanto custaria a volta do Perse?

O anúncio não informa custo nem estimativa de impacto fiscal.

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