Fed de Warsh não antecipa juros de 28 de outubro; chance de alta cai a cerca de 16%
A inflação de setembro nos EUA subiu a 3,7%, acima dos 3,6% previstos, e as apostas numa alta oscilaram entre 15% e 50% em uma semana.
Por que afeta o RS: Dólar mais forte eleva o custo de insumos importados e das dívidas em moeda estrangeira de exportadores gaúchos.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 3 min de leitura

O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, não disse se o banco central dos EUA vai subir os juros na reunião de 27 e 28 de outubro. Ele falou na sexta-feira (16), em Bangkok, durante conversa com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial. Nesta quarta (21), os operadores atribuem cerca de 16,1% de chance a nova alta de 0,25 ponto, segundo o CME FedWatch.
Para o RS, o que está em jogo é o câmbio. Juros mais altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar, o que encarece insumos importados e as dívidas em moeda estrangeira de exportadores gaúchos. Em junho, o dólar subiu 1,32% e fechou a R$ 5,1752 depois de o Fed adotar um tom duro sob Warsh.
O que Warsh disse em Bangkok
Warsh recusou-se a dar pistas. "I don't prejudge meetings", afirmou. Ele voltou a rejeitar a orientação prévia ao mercado e defendeu que os investidores olhem os dados da economia. Ele também falou em um aperto sincronizado dos bancos centrais pelo mundo, em que "no free riders" (ninguém pega carona).
Inflação e apostas subiram e recuaram
O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,6% em setembro e 3,7% em 12 meses, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS). Em agosto, a alta anual tinha sido de 3,4%. O número superou os 3,6% previstos e fez a chance de alta em outubro saltar de 22% para 41%. A gasolina subiu 9,1% no mês e respondeu por mais da metade da alta do índice. O núcleo, que exclui alimentos e energia, passou de 2,4% para 2,6%.
A probabilidade chegou a 50% após o dado e recuou para 28% na quinta-feira (15). Na sexta de manhã, estava em 15%. O CME FedWatch calcula a probabilidade a partir dos contratos futuros de juros do Fed com vencimento em 30 dias.
Entre os dirigentes, as posições variam. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que pode ser apropriada mais uma alta. A diretora Michelle Bowman afirmou não ver necessidade urgente de mexer nos juros. Economistas do Goldman Sachs, liderados por Jan Hatzius, esperam pausa em outubro e uma segunda e última alta em dezembro. O mercado precifica mais de 90% de chance de alta em dezembro.
A decisão cai seis dias antes da eleição americana de 3 de novembro. O UBS chamou uma alta às vésperas do pleito de "politicamente insustentável".
Onde estão os juros nos EUA e no Brasil
O Fed subiu os juros em 0,25 ponto em 16 de setembro, por 12 votos a zero, na primeira alta desde julho de 2023. A faixa do fed funds ficou entre 3,75% e 4%. Warsh assumiu a presidência do banco em maio.
No Brasil, a Selic está em 13,75% depois do corte de 0,25 ponto em 16 de setembro, e o Copom volta a decidir em 4 de novembro.
Serviço
A decisão do Fed sai na quarta-feira (28), último dia da reunião de 27 e 28 de outubro. O Copom anuncia a Selic na quarta-feira, 4 de novembro, ao fim da reunião de 3 e 4.
Perguntas frequentes
Quando o Fed decide os juros nos EUA?
A decisão do Fed sai na quarta-feira (28), último dia da reunião de 27 e 28 de outubro.
Qual é a chance de alta de juros do Fed em outubro?
Segundo o CME FedWatch, os operadores atribuem cerca de 16,1% de chance a uma alta de 0,25 ponto.
Quando o Copom anuncia a Selic?
O Copom anuncia a Selic na quarta-feira, 4 de novembro, ao fim da reunião de 3 e 4.
Saber mais
- CNBC (discurso de Warsh em Bangkok)
- CNBC (análise sobre a reunião de outubro)
- Bureau of Labor Statistics (CPI de setembro de 2026)
- CNBC (inflação de setembro)
- Yahoo Finance (chances de alta e eleição)
- Yahoo Finance/Axios (Warsh e inflação)
- Benzinga (fala de Warsh)
- Quartz (voto do Fed em setembro e faixa dos juros)
- Yahoo Finance/Euronews (Warsh em Bangkok)
- FXStreet (probabilidades do CME FedWatch)
- CNBC (metodologia do FedWatch)
- DGABC (dólar após o Fed em junho)
- Rio Times (Selic e calendário do Copom)
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