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Ex-promotor que denunciou elo entre gangues e políticos é morto a tiros na Guatemala

Polícia prendeu dois suspeitos minutos depois do ataque no Campo Marte, e o presidente Bernardo Arévalo cobra punição de executores e mandantes.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 15:33 · 1 min de leitura

Ilustração: foto de Juan Francisco Solórzano Foppa, ex-integrante do Ministério Público da Guatemala (crédito: pena2 / Wikimedia Commons, CC
Foto: pena2 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O advogado Juan Francisco Solórzano Foppa, ex-integrante do Ministério Público da Guatemala, foi morto a tiros na manhã deste sábado (17). O ataque ocorreu durante uma partida de futebol, em uma das quadras do Campo Marte, complexo esportivo na zona 5 da Cidade da Guatemala. A Polícia Nacional Civil (PNC) informou a captura, em caráter preliminar, de dois suspeitos.

Duas pessoas morreram, entre elas Solórzano Foppa, e várias ficaram feridas.

Segundo a PNC, os suspeitos foram detidos na zona 16 após uma perseguição, e uma arma de fogo foi apreendida.

Relatos iniciais dizem que os atacantes se passaram por entregadores antes de atirar.

As autoridades não informaram a motivação do ataque. Não há informação sobre a defesa dos presos.

Quem era a vítima

Solórzano Foppa foi diretor de Análise Criminal do Ministério Público entre 2013 e 2016 e chefiou a Superintendência de Administração Tributária entre 2016 e 2018.

Ficou conhecido por dirigir investigações de alto impacto, entre elas a que levou à renúncia do presidente Otto Pérez Molina.

Pelas redes sociais, denunciava vínculos entre gangues e políticos.

Presidente e advogados cobram resposta

O presidente Bernardo Arévalo condenou o crime. Para ele, os autores materiais e intelectuais "devem pagar as consequências com todo o peso da lei".

Arévalo disse ter instruído os órgãos do Executivo a agir de imediato e a se coordenar com as autoridades competentes.

O Colégio de Advogados e Notários da Guatemala também condenou o assassinato e exigiu que o Ministério Público e o Ministério da Governação esclareçam o caso.

Os dois detidos foram levados à Torre de Tribunales e ficam à disposição do juiz competente, que dará seguimento às diligências. A PNC informou que as investigações continuam.

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