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EUA votam em 3 de novembro, e democratas são favoritos a retomar a Câmara

Previsões independentes dão vantagem maior aos democratas na Câmara do que no Senado, onde os republicanos defendem 22 das 35 vagas em disputa.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Donald Trump caminha nos jardins da Casa Branca.
Foto: The White House / Wikimedia Commons (Public domain)

Os Estados Unidos votam na terça-feira (3) nas eleições legislativas de meio de mandato, que definem quem controlará o Congresso nos dois últimos anos do presidente Donald Trump. Modelos independentes dão vantagem aos democratas na Câmara. As 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em jogo, e 35 vagas no Senado também vão a voto. Trump e o ex-presidente Barack Obama não disputam cargo, mas fizeram campanha por candidatos de seus partidos na quarta-feira (28).

Para o leitor gaúcho, o efeito é indireto: o que muda é a margem de manobra de Washington, que compra produtos brasileiros, define tarifas de importação e pesa na diplomacia da região.

Infográfico: Democratas aparecem à frente na disputa pela Câmara dos EUA
Infográfico · Bairrista

O que está em disputa na Câmara e no Senado

Na Câmara, os democratas precisam de ganho líquido de três cadeiras para retomar a maioria, tarefa dificultada pelo redesenho de distritos feito por republicanos. São necessárias 218 cadeiras para ter maioria.

No Senado, os republicanos têm hoje maioria de 53 a 47. Os democratas precisam de ganho líquido de quatro vagas para assumir o controle. Um empate em 50 a 50 não basta: a Casa continuaria com os republicanos, graças ao voto de desempate do vice-presidente JD Vance. Dos 35 assentos em jogo, os republicanos defendem 22 e os democratas, 13.

Entre as disputas mais apertadas estão as do Senado em Iowa, Kansas, Ohio, Alasca, Maine e Texas. A previsão do Decision Desk HQ classifica esses estados como empate técnico, ou seja, sem favorito claro. No Maine, na Geórgia e em Ohio, a disputa também mobilizou os dois ex e atuais líderes na reta final.

Democratas lideram as previsões

Não existe projeção oficial do resultado. As estimativas vêm de institutos e modelos privados. O modelo do Poliwave dá aos democratas chances de 88% na Câmara e 75% no Senado. O mercado de apostas Kalshi, que mede expectativa de negociadores e não pesquisa de opinião, aponta 92% para os democratas na Câmara.

A percepção do eleitorado vai na mesma direção. Pesquisa do Pew Research Center de outubro mostrou que 55% dos adultos americanos esperam vitória democrata na Câmara, e 40% preveem que os republicanos mantenham a maioria. No Senado, 48% apostam na permanência republicana e 46% numa virada.

O que o Congresso pode limitar

Uma maioria democrata em uma das Casas teria três instrumentos principais. O primeiro é o orçamento: leis de gastos precisam passar pelo Congresso. O segundo são as investigações: comissões ganham poder de convocar autoridades e pedir documentos. O terceiro é o Senado, que confirma indicações para ministérios, tribunais e embaixadas. Uma Câmara democrata também poderia travar projetos da agenda de Trump.

Sobre tarifas, a Constituição dá ao Congresso o poder de impor tributos e taxas de importação, que o Legislativo delegou em parte ao presidente por meio de leis. Uma oposição mais forte pode tentar rever essa delegação, mas precisaria de votos para superar um veto presidencial.

O que Trump e Obama disseram na reta final

Segundo a imprensa americana, Obama esteve em Morrow, na região metropolitana de Atlanta, ao lado do senador democrata Jon Ossoff, candidato à reeleição, e de Keisha Lance Bottoms, candidata democrata ao governo da Geórgia. Ele criticou o governo Trump, citando custo de vida, tarifas e a guerra no Irã.

No mesmo dia, Trump discursou em Chillicothe, em Ohio, ao lado do senador republicano Jon Husted, que enfrenta o democrata Sherrod Brown. A troca de farpas incluiu as reformas da Casa Branca: Obama comparou a decoração a um restaurante da rede Cheesecake Factory, e Trump defendeu as obras.

Serviço: data da votação e acompanhamento

A votação é na terça-feira (3), e a apuração segue pela noite e pela madrugada de quarta (4), com horários de fechamento das urnas diferentes em cada estado. Os resultados oficiais saem nos sites das secretarias eleitorais estaduais dos EUA e na cobertura das agências internacionais. Eleitores residentes no Rio Grande do Sul não votam nessa eleição.

Saber mais: fontes consultadas (8)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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