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El Salvador manda cerca de 2 mil soldados ao Haiti após sumiço de 4 militares

Comando do contingente e regras de engajamento seguem sem definição pública, enquanto confrontos armados continuam perto de Porto Príncipe.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Presidente Nayib Bukele cumprimenta apoiadores durante evento público em El Salvador.
Foto: SariRomero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

El Salvador anunciou nesta quarta-feira (28) o envio de mais de 2 mil militares ao Haiti. O envio foi apresentado pelo presidente Nayib Bukele como missão de resgate de quatro técnicos da aeronáutica que integravam a Força de Supressão de Gangues, apoiada pela ONU. Fontes da agência disseram que o contingente deve ficar limitado, por ora, a 2,5 mil militares.

Os quatro salvadorenhos estão desaparecidos desde a emboscada de 18 de outubro, quando saltaram de um veículo em chamas numa área dominada por gangues, na periferia de Porto Príncipe. Bukele disse que eles voltavam de um mercado para a base e que acredita que estejam reféns de grupos criminosos. Não há confirmação oficial de mortes.

Infográfico: Efetivo da força no Haiti fica abaixo do autorizado
Infográfico · Bairrista

Desde a emboscada, a região registra confrontos armados contínuos. A crise é mais ampla: 5,94 milhões de haitianos, 53% da população, enfrentam insegurança alimentar aguda, segundo análise do IPC divulgada em 28 de outubro. O Brasil conhece o cenário: comandou o componente militar da Minustah, a missão da ONU no Haiti, de 2004 a 2017.

Não há definição pública sobre quem vai comandar o novo contingente salvadorenho, por quanto tempo ele ficará e quais são as regras de engajamento.

Quem já estava lá e quem nega

Antes da emboscada, El Salvador tinha ao menos 124 integrantes na força. Os Estados Unidos cederam aviões de transporte C-130 para levar parte das tropas. Nenhuma gangue assumiu o ataque. Wilson Joseph, líder da 400 Mawozo, divulgou vídeos negando que seu grupo esteja com os salvadorenhos ou tenha participado da ação.

A força da ONU opera bem abaixo do previsto. Em 12 de outubro, tinha 1.563 uniformizados, contra 5.550 autorizados pelo Conselho de Segurança, informou a ONU. Com a chegada dos salvadorenhos, o efetivo no país passa a ser bem maior que esse número, mas a ONU não detalhou como as tropas serão integradas à missão.

Saber mais: fontes consultadas (4)

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