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PolíticaBrasilAfeta o RS

Durigan diz que congelar dívidas, como propõe Flávio, seria calote de R$ 3 trilhões

Ministro da Fazenda afirma que a suspensão de pagamentos por seis meses (pessoas físicas) e um ano (empresas) secaria o financiamento de casa e de safra.

Por que afeta o RS: Renegociação de dívidas de pessoas físicas e empresas gaúchas, com efeito direto sobre o crédito no estado.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Durigan, ministro da Fazenda, em entrevista sobre a proposta de suspensão de dívidas de pessoas físicas e empresas.
Foto: Divulgação/Gazetaweb

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta (22) que congelar dívidas de pessoas físicas e empresas provocaria um "calote geral" no crédito brasileiro. A proposta é do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). "Se você pegar 6 meses de pessoa física sem pagar, 1 ano de pessoa jurídica, é algo como R$ 3 trilhões", afirmou, em entrevista ao Metrópoles.

Para quem vive no RS, o alerta atinge o financiamento da casa própria e o custeio da lavoura. Segundo o ministro, se o fluxo de recebimentos for interrompido, as instituições não darão crédito para moradia nem para o agronegócio financiar a safra.

O que Flávio prometeu e de onde vem o R$ 3 trilhões

No debate Band/Estadão de domingo (18), Flávio prometeu seis meses sem cobrança para quem deve como pessoa física e um ano para empresas. Também prometeu crédito barato e com prazo longo. A ideia é que o governo compre dívidas dos bancos e dê um prazo sem cobrança antes de os pagamentos voltarem.

A cifra de R$ 3 trilhões é uma estimativa do ministro. Ele a apresentou como o volume de pagamentos que deixariam de chegar às instituições financeiras nesses períodos. Não é o valor de dívidas perdoadas. Na terça (20), em vídeo, Durigan já havia dito que a suspensão não significaria perdão dos débitos, e que os consumidores continuariam endividados, com juros sobre os valores devidos.

Bancos teriam dificuldade até para pagar CDBs

Durigan afirmou que, sem receber os pagamentos, bancos, fundos e fintechs teriam dificuldade para emprestar de novo e até para pagar investidores. Entre os exemplos citados pelo ministro está o pagamento de CDBs no vencimento.

Ministro diz que Flávio copia o Desenrola

O ministro reconheceu que, fora o congelamento, há pontos em comum com o Desenrola, programa de renegociação do governo do presidente Lula (PT). Disse que a promessa de parcelas menores, que cabem no bolso, já foi cumprida pelo programa. Na entrevista, afirmou que isso é "basicamente copiar o que o Lula fez".

Durigan também chamou as propostas de Flávio de "vazias" e o acusou de "desdizer" um ajuste proposto pela própria equipe. "Não estamos falando de uma promessa, de um slogan vazio", afirmou, ao diferenciar anúncio de campanha de medida aprovada pelo Congresso.

O segundo turno é no domingo (25), quando os eleitores escolhem entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro.

Perguntas frequentes

Congelar dívidas significa perdoar o que se deve?

Não. Segundo Durigan, a suspensão não perdoa débitos; os consumidores continuam endividados, com juros sobre os valores devidos.

Quanto tempo duraria a suspensão proposta por Flávio?

Seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas, conforme a promessa feita no debate Band/Estadão.

Por que o ministro diz que a medida afetaria o financiamento da casa?

Porque, sem receber os pagamentos, as instituições financeiras não teriam como oferecer crédito para moradia nem para o agronegócio financiar a safra.

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