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Drones russos matam três em Kharkiv e cortam luz de 370 mil em Volínia; UE recebe Zelenskiy

Ataques ocorreram na manhã desta sexta (16), enquanto líderes europeus discutiam em Bruxelas o apoio financeiro e militar a Kiev para 2027.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 07:51 · 2 min de leitura

Equipe do Serviço de Emergência da Ucrânia em Kiev atua após ataque russo com drones; foto do órgão, via Wikimedia Commons.
Foto: Main Directorate of the State Emergency Service of Ukraine in Kyiv / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

TÍTULO: Drones russos matam três na Ucrânia e deixam 370 mil sem luz; UE recebe Zelenskiy

LINHA FINA: Os ataques foram entre a noite de quinta e a manhã desta sexta (16), enquanto líderes europeus discutiam em Bruxelas o apoio a Kiev para 2027.

Ataques russos com drones mataram três pessoas na Ucrânia nesta sexta (16). Em Kharkiv, no leste do país, um ataque atingiu um mercado e deixou dois mortos e 17 feridos, segundo a agência ucraniana Ukrinform. Em Volínia, no noroeste, perto da fronteira com a Polônia, 370 mil consumidores amanheceram sem luz.

A ofensiva coincidiu com a cúpula do Conselho Europeu em Bruxelas. O tema Ucrânia abriu a pauta do segundo dia, com a presença do presidente Volodymyr Zelenskiy.

Uma pessoa morre em Manevychi, e 270 mil seguem sem luz

Perto da fronteira polonesa, caças da Polônia e da Otan decolaram para proteger o espaço aéreo polonês. O chefe interino da administração militar de Volínia, Roman Romaniuk, disse que às 8h (horário de Kiev) 370 mil consumidores estavam sem eletricidade.

Às 10h45, Romaniuk informou que uma pessoa morreu em uma empresa privada em Manevychi e outras oito ficaram feridas. Segundo ele, 270 mil consumidores continuavam sem luz, e o restabelecimento seguia em andamento.

Zelenskiy pede preparo para o inverno

Zelenskiy chegou à cúpula dizendo que Kiev quer encerrar a guerra o quanto antes. Ele afirmou que não vê sinais de que a Rússia esteja pronta para isso e que, por isso, é preciso se preparar para o inverno.

Segundo a Reuters, a UE recebe o presidente ucraniano num dos momentos mais difíceis para o país. Há temor de que os EUA reduzam o compartilhamento de inteligência e o apoio em armas.

O presidente americano, Donald Trump, chamou de "vergonha" os ataques ucranianos a refinarias russas. O premier holandês, Rob Jetten, respondeu que aquela não é a linguagem adequada. Os líderes europeus devem reafirmar a intenção de aumentar a pressão sobre a Rússia e manter o apoio a Kiev. Também devem buscar meios de cobrir as necessidades financeiras ucranianas em 2027.

Orçamento da UE entra na pauta à tarde

A cúpula segue com defesa e segurança, Oriente Médio e migração. À tarde, os líderes discutem o orçamento plurianual da UE para 2028-2034.

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