Dono de bets publica helicóptero com adesivo de Flávio Bolsonaro e nega ligação com a MP
Fernandin OIG, que já foi alvo de pedido de indiciamento na CPI das Bets, diz que não conhece o candidato do PL; Congresso tem até 23 de novembro para a primeira etapa de votação da medida.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 21:07 · 2 min de leitura

O empresário do setor de apostas Fernando Oliveira Lima, o Fernandin OIG, publicou neste sábado (17) a foto de um helicóptero adesivado em apoio a Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e candidato do PL à Presidência. Na legenda, escreveu "Partiu Bloquinho 22" e marcou a localização de Teresina (PI). O Instagram sinalizou que a imagem teve uso de inteligência artificial.
O gesto chega com as bets fora do ar. A MP nº 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país. Vale também para apostadores e operadoras do Rio Grande do Sul. Os sites e aplicativos ficaram indisponíveis a partir de 6 de outubro, depois de o prazo de retirada voluntária de saldos terminar em 5 de outubro, às 23h59.
Fernandin diz que não conhece Flávio
Fernandin é dono de empresas de apostas online com jogos como o Fortune Tiger, o "jogo do tigrinho". Ele afirmou que não conhece Flávio e que seu apoio político não está condicionado a nenhuma decisão sobre o fim das bets.
Fernandin disse ter participado em Teresina, cidade dele, de um dos "bloquinhos", como Flávio chama os atos de rua da campanha.
CPI pediu indiciamento de Fernandin em 2025
No ano passado, a CPI das Bets do Senado pediu o indiciamento de Fernandin por suspeita de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O relatório acabou rejeitado.
O empresário também aparece na investigação sobre um voo que veio do Caribe. A Polícia Federal apura se cinco volumes entraram no Brasil sem passar por fiscalização, incluindo raio-X, em avião de Fernandin.
A aeronave levava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ciro é presidente nacional do PP.
O que falta para a MP virar lei
A MP vale desde a publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para se tornar lei definitiva. O prazo de vigência vai até 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias.
Esse prazo fica suspenso durante o recesso parlamentar, o que projeta o fim da contagem para o início de março de 2027.
O Congresso recebeu 97 emendas à MP; o prazo para apresentá-las terminou na terça-feira (13).
A comissão mista foi designada em 30 de setembro e ainda não foi instalada.
Se a MP perder a validade, a nova composição do Congresso, eleita em outubro, e o presidente que toma posse em 5 de janeiro de 2027 decidem o destino das bets. O próximo marco é 9 de novembro, quando a MP passa a trancar a pauta. A primeira etapa do prazo de votação termina em 23 de novembro.
Saber mais
- Governo Federal proíbe bets em todo o País e lança pacote de proteção às famílias endividadas (Ministério da Justiça)
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- Congresso recebe 97 emendas à MP que proíbe bets (Yogonet)
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