Aliados dizem que Tereza Cristina recusa voltar ao Mapa; agro disputa a pasta
Flávio Bolsonaro afirma que a FPA indicará o titular da Agricultura num eventual governo, e a senadora do PP-MS teria como prioridade a presidência do Senado em 2027.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 21:36 · 2 min de leitura

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, é cotada para voltar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) num eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo aliados, porém, ela indicou ao candidato, em conversas reservadas, que não quer retornar à pasta, e sua prioridade seria tentar se eleger presidente do Senado em 2027. Não há anúncio oficial sobre o Mapa.

O cenário é condicional. Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam o segundo turno no domingo (25), e as pesquisas Quaest e Datafolha de outubro mostram empate técnico.
Para o produtor gaúcho, o nome importa porque o Mapa define políticas que alcançam cooperativas e cadeias do agro do RS.
FPA deve indicar o nome da pasta
Em 6 de outubro, após reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Flávio disse a jornalistas que a bancada poderá indicar o nome para comandar a pasta.
Em 2018, Tereza Cristina foi anunciada ministra de Jair Bolsonaro por indicação da FPA.
Nos bastidores, o favorito seria o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA.
Também estão na lista o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja e o senador eleito Mauro Mendes (União-MT).
Foram citados ainda o secretário paulista de Agricultura, Geraldo Melo Filho, e o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB-RS).
Senado entra na conta
A preferência de Tereza Cristina pelo Senado não é nova. Em julho, ao recusar o convite para ser vice de Flávio, ela disse que seu interesse era presidir a Casa no ano seguinte.
Em entrevista à GloboNews na segunda (12), a senadora disse nunca ter conversado com Flávio sobre como ele encaminharia as negociações do agro. Ela afirmou que as responsabilidades mudam quando a pessoa senta na cadeira da Presidência.
A definição do ministro da Agricultura só deve sair depois do segundo turno, no domingo (25).
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