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Dmae avança obras de resiliência em 11 casas de bombas contra alagamentos na Capital

As intervenções fazem parte do pacote que vai alcançar as 18 estações pluviais atingidas pela cheia de 2024, divididas em lotes licitados pelo Dmae.

Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

Casa de bombas do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre, com canal e comportas.
Foto: Divulgação/Prefeitura

A Prefeitura de Porto Alegre informou neste domingo (25) que o Dmae tem em andamento obras de resiliência climática em 11 Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), as casas de bombas de números 1, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20. Em todas, parte das bombas verticais será trocada por modelos submersíveis, os painéis de comando serão elevados e geradores passarão a ficar instalados de forma permanente.

Para quem mora na Capital, a mudança mira o ponto fraco que a enchente de 2024 expôs: estações que param justamente quando a água sobe. As casas de bombas tiram a chuva das redes de drenagem e a lançam nos cursos d'água. Com painéis mais altos e energia própria no local, a ideia é que sigam funcionando em evento extremo. Todas as 18 casas de bombas afetadas pela cheia de 2024 passarão por obras.

Onze estações, três lotes

Segundo o Dmae, as obras estão organizadas em três lotes já licitados. O primeiro reúne as Ebaps 5 (Humaitá), 6 (Anchieta), 8 (Vila Farrapos) e 10 (Sarandi); o segundo, as 12 (Menino Deus), 17 e 18 (Centro Histórico) e 20 (Sarandi); o terceiro, as 1, 3 e 4.

No caso do terceiro lote, 75% do valor aprovado vem do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), administrado pelo governo estadual, e o restante será custeado pelo Dmae com recursos próprios. O Dmae não divulgou o investimento total das 11 estações, nem o percentual de execução e o prazo de conclusão de cada uma.

O avanço é recente. Em agosto, o departamento ainda informava a elaboração e a consolidação dos projetos executivos dessas obras.

Estações seguem operando

Em dezembro de 2024, ao tratar das casas 17 e 18, o Dmae informou que todas as estações estavam em funcionamento e permaneceriam assim mesmo durante as obras.

O anúncio das 11 casas de bombas saiu no mesmo boletim que trata da conclusão da obra dos pôlderes 7 e 8, entre Anchieta e Sarandi. A instalação definitiva de bombas flutuantes de alta capacidade marca o fim dessa obra de proteção contra cheias na Zona Norte. São intervenções distintas.

Há ainda um quarto grupo de estações na fila. Em 27 de julho, o Dmae abriu concorrência pública para modernizar as Ebaps 2 (4º Distrito), 9 e 21 (Sarandi), com valor de referência de R$ 32,5 milhões. O edital prevê o mesmo pacote de bombas submersíveis, painéis elevados e geradores permanentes.

Perguntas frequentes

Quantas casas de bombas o Dmae está reformando em Porto Alegre?

O Dmae tem obras em andamento em 11 Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), de números 1, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20.

Quais estações estão no primeiro lote de obras do Dmae?

O primeiro lote reúne as Ebaps 5 (Humaitá), 6 (Anchieta), 8 (Vila Farrapos) e 10 (Sarandi).

Quanto do terceiro lote é pago pelo Fundo do Plano Rio Grande?

Para o terceiro lote, 75% do valor aprovado vem do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), e o restante é custeado pelo Dmae com recursos próprios.

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