Defesa questiona provas e testemunha no júri do caso Paula Perin Portes, em Soledade
O advogado Marco Angelo Mejia pediu aos jurados atenção às dúvidas sobre a investigação; a votação está prevista para a tarde desta sexta (23).
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

O advogado Marco Alfredo Mejia, que defende um dos quatro réus, questionou nesta quinta (22) a força das provas do Ministério Público e a forma como a Polícia Civil conduziu a investigação da morte de Paula Perin Portes, de 18 anos. A fala ocorreu na fase de debates do júri, na Câmara de Vereadores de Soledade, no norte do RS. Os sete jurados ainda não votaram.

O juiz José Pedro Guimarães informou que o julgamento não terminaria na quinta, como se esperava, e que a conclusão está prevista para a tarde desta sexta-feira (23), depois dos debates entre acusação e defesas. A decisão sobre a responsabilidade dos acusados cabe aos jurados.
O que a defesa sustentou
Mejia abriu o tempo da defesa, que tem três horas para dividir entre os advogados dos quatro réus. Ele argumentou que a prova técnica tem papel central em um crime e que imagens e perícias não confirmariam a narrativa da acusação.
O advogado também questionou a credibilidade de uma das principais testemunhas da investigação. Segundo ele, a pessoa é ligada ao local do crime, deveria ter sido investigada e não acionou a polícia nem pediu socorro. Mejia apontou ainda que não houve perícia no imóvel onde os fatos ocorreram.
Ele afirmou que teria existido um procedimento paralelo sobre essa testemunha, mas que não há nos autos delação formalizada nem benefício concedido a ela. Mejia disse não atacar a Polícia Civil como instituição e afirmou questionar condutas específicas de agentes que, na avaliação da defesa, comprometem parte das provas. Ao final, pediu que os jurados considerem as dúvidas sobre a investigação antes de formar convicção.
Acusação e outros réus
Na fase de debates, a acusação sustenta que há provas para condenação, enquanto as defesas contestam a investigação. Os quatro réus respondem por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um deles também responde por ocultação de cadáver. A denúncia do MPRS aponta que Paula foi morta por asfixia e teve o corpo ocultado em área rural.
Na quarta-feira (21), João Albino Abegg dos Santos negou participação na morte e disse não conhecer a vítima. Em seguida, alegou ter sofrido agressões físicas e pressões policiais durante a investigação.
Serviço
O júri ocorre na Câmara de Vereadores de Soledade, com encerramento previsto para a tarde desta sexta-feira (23). A Prefeitura de Soledade informou que as vias no entorno do Largo da Matriz ficam parcialmente fechadas até sexta (23), das 7h às 20h.
Perguntas frequentes
Quando o júri do caso Paula Perin Portes deve ser concluído?
A conclusão está prevista para a tarde desta sexta-feira (23), após os debates entre acusação e defesas.
Onde acontece o júri do caso Paula Perin Portes?
Na Câmara de Vereadores de Soledade, no norte do RS.
Quais crimes os quatro réus respondem?
Homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima; um deles também responde por ocultação de cadáver.
Saber mais
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- Portal ClicSoledade – Júri do caso Paula Perin Portes segue nesta quarta-feira
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- RDP Planalto – Júri dos acusados pela morte de Paula Perin Portes começa em Soledade
- MPRS – Soledade: quatro réus serão julgados pelo Tribunal do Júri
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