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Coreia do Norte ameaça voltar com alto-falantes e reforçar armas na fronteira com o Sul

Kim Yo Jong diz que Seul cruzou a "linha vermelha" com tiros de advertência, e o chefe do Estado-Maior sul-coreano chama as ameaças de "intoleráveis".

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Foto: Coreia do Norte ameaça voltar com alto-falantes e reforçar armas na fronteira com o Sul
Foto: istolethetv / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Coreia do Norte ameaçou retomar as transmissões de propaganda por alto-falantes e enviar mais armamentos para a fronteira com a Coreia do Sul. O recado vem em meio à escalada de tensão após explosões de minas, em 21 de setembro, que feriram três soldados sul-coreanos.

A península coreana é uma das regiões mais militarizadas do planeta, e escalada por lá mexe com os mercados globais. Para o RS, que exporta soja, carne e arroz, o efeito aparece em câmbio e preço de commodities.

Kim Yo Jong fala em "linha vermelha"

A ameaça foi feita por Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un e uma das figuras mais influentes do regime. Ela acusou Seul de fazer disparos e transmissões de advertência diversas vezes desde agosto. Segundo ela, o pretexto seria "irracional": supostas travessias de soldados norte-coreanos pela linha de fronteira.

Para Kim, desde as explosões de setembro essas ações "ultrapassaram a linha vermelha" e criaram uma "situação grave" no limite sul.

Ela afirmou que os militares norte-coreanos estudam "implantar mais meios táticos de ataque" ao longo da fronteira, como medida preventiva e de supressão. Também falou em voltar com os alto-falantes contra o Sul, ferramenta de guerra psicológica típica da Guerra Fria, usada pelos dois países em períodos de confronto.

Seul exige desculpas e retirada de minas

No início de outubro, o governo sul-coreano atribuiu formalmente a Pyongyang a responsabilidade pelas minas que explodiram na zona de fronteira. Seul exigiu um pedido de desculpas e a retirada de outros explosivos. A Coreia do Norte negou envolvimento e já havia avisado que reagiria com força se fosse provocada.

O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-Sung, disse que as ameaças do Norte são "intoleráveis". Ele determinou que as Forças Armadas respondam com firmeza a eventuais provocações e afirmou que o Exército lidará de maneira dura com novas violações de fronteira por tropas norte-coreanas.

Fortificações e testes de armas

Nos últimos anos, a tensão na fronteira aumentou com as fortificações erguidas pelo Norte, entre elas minas, cercas de arame farpado e barreiras antitanque. Isso faz parte da política de romper laços com o Sul.

O governo sul-coreano diz que soldados norte-coreanos cruzaram a linha de demarcação militar durante obras de fortificação, e que a resposta foram tiros e transmissões de advertência.

A Coreia do Norte também intensificou os testes de armas, em provável tentativa de pressionar os Estados Unidos por concessões maiores. Ao mesmo tempo, o presidente americano, Donald Trump, retomou os esforços para reabrir a diplomacia com Kim Jong Un.

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