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COP17: quase 200 países aprovam dois acordos para retomar metas da biodiversidade

Textos foram aprovados no último dia da conferência da ONU em Yerevan, na Armênia, mas as versões finais ainda não foram divulgadas.

Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 1 min de leitura

Entrada do Meridian Expo Centre, em Yerevan, sede da COP17 da ONU sobre biodiversidade.
Foto: Mammysou17 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quase 200 países aprovaram, nesta sexta (30), dois acordos na COP17, a conferência da ONU sobre biodiversidade, em Yerevan, capital da Armênia. Os textos buscam colocar o mundo no rumo de conter a destruição da natureza até 2030. A aprovação veio na prorrogação, depois de duas semanas de negociações.

Os acordos reativam o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que reúne 23 metas para deter e reverter a perda de biodiversidade até 2030. Entre elas estão conservar 30% das terras e dos mares e restaurar 30% dos ecossistemas degradados, compromissos de 2022. O marco prevê mobilizar ao menos US$ 200 bilhões por ano até 2030, sendo ao menos US$ 30 bilhões anuais em financiamento internacional. Essas metas foram fixadas em 2022.

Quadro: COP17: quase 200 países aprovam dois acordos para retomar metas da biodiversidade
Entenda em um quadro · Bairrista

O que muda para o Brasil e para o RS

O Brasil levou à conferência a proposta de dar destaque à conectividade ecológica, que integra unidades de conservação, terras indígenas e vegetação nativa, e buscou incluir o termo "bioeconomia" nos textos. As metas internacionais orientam políticas de conservação, subsídios e transparência de empresas, o que pode alcançar cadeias agrícolas como as do RS, grande produtor de soja, arroz e carne.

Quem paga a conta da biodiversidade

As negociações opuseram grupos de países sobre quem deve financiar a proteção da biodiversidade e com que rigor os governos devem responder às evidências científicas. A União Europeia liderou a pressão para que economias emergentes ricas, como a China, contribuam com a conservação global.

O presidente da COP17, Hambardzum Matevosyan, bateu o martelo sob aplausos. As versões finais dos documentos não estavam disponíveis de imediato. A plenária também devia decidir se Panamá ou Equador sediará a próxima conferência de biodiversidade, em 2028. Os textos completos devem ser publicados no site da Convenção sobre Diversidade Biológica (cbd.int).

Saber mais: fontes consultadas (6)

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