Congresso da Colômbia aprova orçamento de US$ 201 bilhões com déficit de 9,4% do PIB
Verba da Jurisdição Especial para a Paz cai 181,4 bilhões de pesos, e o governo promete uma "Lei de Resgate" para levar o déficit a 7,2%.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Congresso da Colômbia aprovou na madrugada desta terça (20) o orçamento de 2027, de 634,9 trilhões de pesos, cerca de US$ 201,1 bilhões. O texto projeta déficit fiscal de 9,4% do PIB em 2027. É a primeira grande vitória legislativa do governo do presidente Abelardo de la Espriella.

O orçamento vem de um país vizinho em aperto fiscal. A Colômbia é a quarta maior economia da América Latina e luta para organizar as contas públicas. A dívida pública deve crescer neste ano e no próximo, o que afasta o país do grau de investimento perdido em 2021.
Votação e tamanho do gasto
Na Câmara, o texto passou com 112 votos a favor e um contra. O Senado já o havia aprovado por 57 votos a 2. Com o aval do Congresso, o governo evita fixar o orçamento por decreto presidencial.
O total é 14,2% maior que o aprovado para 2026. O ministro da Fazenda, Miguel Gómez Martínez, apresentou a votação como "o primeiro passo" para recuperar a estabilidade da economia.
Corte atinge a Jurisdição Especial para a Paz
Entre os cortes, o mais controvertido recai sobre a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), o tribunal criado pelo acordo de paz de 2016 com as Farc. A bancada do Centro Democrático conseguiu incluir uma redução total de 181,402 bilhões de pesos para o próximo ano. O orçamento dá mais peso à Defesa.
O deputado Daniel Briceño, do Centro Democrático, citou o corte à JEP como uma das conquistas da bancada. Ele também cobrou do governo o compromisso de reduzir o gasto público.
"Lei de Resgate" ainda não tem detalhes
O governo diz que vai propor ao Congresso uma "Lei de Resgate" para cortar gastos em 2027 e reduzir o déficit fiscal a 7,2% do PIB. Os detalhes de onde sairiam os cortes ainda não foram apresentados.
O orçamento também reserva dinheiro para emergências. São 3,9 trilhões de pesos para atenção e prevenção de desastres, num contexto de reconstrução após o terremoto de agosto.
Aprovado pelas duas casas, o texto está pronto para a sanção presidencial. O projeto da Lei de Resgate ainda precisa ser enviado ao Congresso.
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