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Combates no Iêmen cortam ajuda a 800 mil pessoas; 200 mil já fugiram de casa

Só em Taiz, mais de 600 mil pessoas que dependem de assistência estão fora do alcance da ONU, e alguns hospitais recebem mais de 700 feridos em uma semana.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 15:35 · 1 min de leitura

Ilustração: Bairrista/IA sobre a crise humanitária no Iêmen, com deslocados e ajuda interrompida pela guerra
Ilustração: Bairrista/IA

A escalada dos combates no Iêmen interrompeu a assistência humanitária a cerca de 800 mil pessoas, informaram agências da ONU e a Cruz Vermelha nesta quarta (14). Hospitais de frentes de batalha também estão sobrecarregados com o aumento de feridos.

A guerra voltou a opor os houthis, grupo apoiado pelo Irã, e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.

Taiz concentra a falta de acesso

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou que ele e seus parceiros não conseguem chegar a mais de 600 mil pessoas em Taiz que dependem de ajuda, incluindo mais de 200 mil mulheres e crianças.

Taiz é a terceira maior cidade do país e abriga o maior número de deslocados pela guerra. Segundo o PMA, combates e bloqueios de estrada deixaram alguns distritos inacessíveis, os estoques de farinha de trigo estão quase esgotados e a comida que resta nos mercados pode durar pouco.

O diretor do PMA no Iêmen, El-Khidir Daloum, afirmou que a situação pode virar rapidamente uma catástrofe humanitária se a ajuda não circular com segurança.

Hospitais perto das frentes de combate

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disse que hospitais de Marib, Taiz e da costa do Mar Vermelho recebem número inédito de pacientes com ferimentos de guerra. Algumas unidades admitiram mais de 700 feridos em uma semana, segundo a organização.

O coordenador de saúde do CICV, Feras Abusamra, afirmou que as equipes de trauma trabalham sob enorme pressão. Ele explicou que só uma pequena parte dos serviços de saúde em funcionamento no país consegue oferecer atendimento completo a traumas. Faltam material cirúrgico, anestesia, oxigênio e remédios.

Mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas desde a retomada dos combates, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A Organização Mundial da Saúde (OMS)

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