Em Paraí, cão de 11 anos segue carteira dos Correios há uma década e ganha uniforme
Duque foi à agência no feriado de segunda (12) e na terça (13), com Marlene Trevizan de férias; a roupa sob medida saiu de uma loja de Caxias do Sul.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 12:26 · 2 min de leitura

Duque, um cão de 11 anos, acompanha a carteira Marlene Trevizan nas entregas dos Correios em Paraí, na Serra Gaúcha. A amizade já dura dez anos e, agora, ele tem um uniforme feito sob medida.
Na cidade, o cachorro virou referência. Quando Duque aparece numa rua, muita gente já sabe que Marlene está por perto. Nos dias em que ele não vai, a falta é notada, e os moradores perguntam por ele quando encontram a carteira sozinha. Quem conta é a filha dela, Elizabeth Trevizan, em entrevista ao Leouve.
Cão apareceu brincando e passou a seguir a carteira
Tudo começou por acaso. Marlene fazia a entrega de correspondências quando um cachorro se aproximou, brincando e fazendo festa. Ele passou a segui-la durante o expediente. Durante meses, ninguém soube quem eram os tutores do animal. A resposta veio quando Marlene passou com ele em frente à casa onde a tutora trabalhava, e a mulher reconheceu o cão.
Segundo Elizabeth, Duque costuma aparecer na agência dos Correios pela manhã, entre 8h e meio-dia. Ele entra, vai até a parte interna e espera enquanto Marlene organiza o roteiro. Na rua, costuma caminhar à frente dela. Se a carteira para numa entrega e ele não percebe, volta para procurá-la.
Por volta das 11h, a dupla passa em um açougue perto da agência, onde os funcionários dão um lanchinho ao cachorro. Depois de ser machucado sem querer por uma funcionária, Duque passou a evitar bancos, mercados e lojas.
Duque vai à agência até quando Marlene está de férias
Duque aparece na agência em fins de semana, feriados e nas férias de Marlene. Na segunda (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, ele foi ao local. Repetiu o gesto na terça (13), com a carteira de férias. Elizabeth conta que, ao encontrar outro carteiro, ele cheira o ambiente e vai embora ao perceber que a amiga não está.
Aos 11 anos, o cão já não tem o fôlego dos primeiros tempos. Quando volta da rua, recebe água de Marlene e descansa embaixo da mesa até o fim do expediente da manhã. Ao meio-dia, ela avisa que é hora de ir para casa.
Uniforme sob medida saiu de uma loja de Caxias do Sul
Os moradores brincavam que Duque já merecia uma roupa ou até um crachá de funcionário. Elizabeth procurou opções na internet sem sucesso e encontrou um estabelecimento especializado em animais de estimação, em Caxias do Sul, que confeccionou a roupa. A peça segue as cores do uniforme dos Correios.
Marlene, que é servidora dos Correios há duas décadas, define a relação como uma parceria muito grande, conta a filha. Ela costuma lembrar que existe a fama de que cachorros não gostam de carteiros, mas Duque mostra o contrário.
A história ganhou as redes. Elizabeth detalhou a relação no perfil dela, e a família mantém o @duque.ocarteiro, no Instagram, com imagens da rotina do cão.
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