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CNU 2027 pode ter de 2 mil a 3 mil vagas, mas depende do Orçamento aprovado no Congresso

Ministra da Gestão fala em prova no segundo semestre de 2027 e em ciclos de dois anos, mas ainda não há edital, data de inscrição nem lista de órgãos.

Por que afeta o RS: Concurso federal aberto a candidatos de todo o país, incluindo o Rio Grande do Sul, com provas aplicadas em locais do estado.

Redação Bairrista · Repórter de Concursos · · 2 min de leitura

Candidatos sentados em fileiras em um salão de prova, com cadernos e canetas sobre as carteiras
Foto: Divulgação/Direcaoconcursos

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta sexta (30) que o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2027 deve ter de 2.000 a 3.000 vagas, se o Congresso Nacional aprovar a Lei Orçamentária. Sem o aval dos parlamentares ao espaço fiscal para novas contratações, a terceira edição não sai do papel.

Para o candidato gaúcho, isso significa que a vaga ainda não está garantida. O concurso é federal e aberto a todo o país, mas o MGI não informou os locais de prova de 2027, inclusive no Rio Grande do Sul. Na primeira edição, 2,1 milhões de candidatos disputaram 6.640 vagas em 21 órgãos, com exames aplicados em 228 cidades.

Quadro: CNU 2027 pode ter de 2 mil a 3 mil vagas, mas depende do Orçamento aprovado no Congresso
Entenda em um quadro · Bairrista

O que o ministério diz sobre as vagas

Em nota, o MGI afirmou que, somando os concursos já autorizados e os que ainda podem ser definidos, de 2.000 a 3.000 vagas "compensam a realização de um CPNU em 2027". O ministério não divulgou a divisão das vagas por órgão. Ainda não há autorização específica, edital nem definição de cargos para o CNU 2027.

A ministra da Gestão, Esther Dweck, disse ao jornal O Globo que a prova deve ficar para o segundo semestre. Para isso, o Orçamento precisa ter espaço para as contratações. Dweck resumiu: "Tudo depende de como o Orçamento vai terminar, se vamos conseguir manter (no Congresso) o espaço de concurso".

Ciclos regulares, de olho nos anos eleitorais

O governo quer transformar o CNU em rotina. Segundo nota do MGI à Agência Brasil, a ideia é que o concurso se consolide como processo permanente, com edições em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos. A intenção é organizar o CNU no primeiro e no terceiro ano de cada mandato presidencial, evitando anos eleitorais.

Desde 2025, a preparação do CNU é feita pela Enap, e não mais por empresas de concurso contratadas pelo governo.

Próximo passo

O Orçamento de 2027 foi enviado ao Congresso no fim de agosto e ainda precisa ser votado. Até lá, não há edital, período de inscrição nem taxa definidos para a terceira edição.

Saber mais: fontes consultadas (5)

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