Ciclone a leste do RS forma estrutura em olho; rajada chega a 76 km/h no Chuí
Vento forte ficou sobre o mar no sábado, e a MetSul prevê que o sistema se afaste do continente neste domingo, com tempo ventoso na costa.
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 09:10 · 2 min de leitura

Um ciclone sobre o Atlântico, a leste do Rio Grande do Sul, formou uma estrutura parecida com um olho nas imagens de satélite do fim da tarde de sábado (17). O registro mostra um centro de circulação fechado de nuvens, segundo a MetSul Meteorologia. O sistema não é intenso: a maior rajada informada foi de 76 km/h, no Chuí.
A MetSul prevê que o ciclone se afaste do continente neste domingo (18), em trajetória para leste, e que o vento sopre mais fraco no território gaúcho, embora siga ventoso junto à costa.
Vento forte ficou sobre o mar
Estações meteorológicas registraram, até o meio da tarde de sábado, rajadas de 67 km/h em Mostardas, 66 km/h em São Lourenço do Sul e 59 km/h em Rio Grande. Porto Alegre teve 57 km/h. No Litoral Norte, Tramandaí marcou 56 km/h e Capão da Canoa, 53 km/h. Rolante chegou a 53 km/h e Campo Bom, a 52 km/h.
Segundo a empresa, o campo de vento mais forte do ciclone ficou sobre o oceano e não alcançou o continente. O vento costuma soprar com mais força entre o meio da manhã e o começo da tarde, e diminuiu aos poucos depois disso.
O Inmet manteve alerta laranja, de perigo, para ventos costeiros no RS e em Santa Catarina. O aviso valeu de 0h01 às 23h59 de sábado.
O que explica o "olho"
Ciclones extratropicais também podem ter um centro com aparência semelhante à de um olho. A MetSul cita duas explicações possíveis: a seclusão quente, quando uma porção de ar mais quente fica isolada perto do centro, e a entrada de ar seco vindo de altitude.
A MetSul também considera plausível que o ciclone tenha deixado de ser extratropical e assumido características subtropicais. Segundo a MetSul, os diagramas de fase da Universidade da Flórida mostram uma transição do centro do sistema para uma fase quente. Isso é uma hipótese da MetSul, sem confirmação de órgão oficial.
A presença de um olho, por si só, não significa que um ciclone extratropical tenha se tornado tropical. Ciclones tropicais se alimentam do calor e da umidade do oceano. Os extratropicais estão ligados a frentes e a contrastes de temperatura. Os subtropicais combinam traços dos dois tipos, e a MetSul diz que são pouco frequentes.
Serviço
Quem for à beira-mar deve acompanhar os avisos do Inmet e da Defesa Civil. Em emergência, o número é o 199.
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