Cheia do Paraná atinge 5 mil famílias no Paraguai e mata dois peões em Corrientes
Itaipu registra leve queda do rio, mas a Secretaria de Emergência paraguaia manda ninguém voltar para casa e prevê crise até março.
Por que afeta o RS: As chuvas atingem a bacia do Paraná, compartilhada com o Sul do Brasil, podendo afetar navegação e monitoramento de cheias na região.
Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

A cheia do rio Paraná, associada ao El Niño, já afeta cerca de 5.000 famílias no Paraguai, segundo a Secretaria de Emergência Nacional (SEN). Na Argentina, dois trabalhadores rurais de 49 e 55 anos morreram na província de Corrientes. Eles desapareceram na região da ilha Ibirapitá, perto de Bella Vista, quando tentavam tirar o gado da água.
O RS não está na bacia do Paraná, mas o sistema que alimenta a cheia também atua aqui. O Inmet estendeu a todo o Estado a previsão de chuva acima da média entre setembro e novembro. Para o Cemaden, trata-se de maior atenção sazonal, e não de previsão de cheia histórica no Rio Grande do Sul.
Paraguai tem 2.000 famílias em abrigos
As famílias afetadas se concentram principalmente em Misiones, Ñeembucú, Alto Paraná e Itapúa. Cerca de 2.000 estão em abrigos, número parecido está em casas de parentes e aproximadamente 850 seguem isoladas em casa. Em Ayolas, no departamento de Misiones, a SEN contabilizou 1.064 famílias evacuadas, das quais 221 permanecem em albergues.
O ministro da SEN, Arsenio Zárate, pediu que a população não volte às pressas para casa, apesar de quedas pontuais do nível da água. Na quarta (21), o boletim da usina de Itaipu, binacional entre Paraguai e Brasil, mostrou o Paraná em 116,9 metros acima do nível do mar. Na quinta anterior, a marca era de 121,19 metros.
A SEN também alertou para possíveis alagamentos em bairros ribeirinhos de Assunção, com "elevada probabilidade" de chuva até domingo, segundo a Direção de Meteorologia e Hidrologia paraguaia. A agência Reuters informou ainda a morte de uma mulher de 58 anos no Paraguai, após o desabamento da casa dela.
Serviço
Quem mora no RS e notar risco de temporal ou alagamento deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Os alertas do Inmet e do Cemaden para o Estado ficam nos sites dos dois órgãos.
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