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Carne vira munição na eleição dos EUA: democrata ironiza senadora do Mississippi

A carne moída custava US$ 6,79 a libra no mês passado, contra US$ 5,55 em janeiro de 2025, e o preço virou assunto nas campanhas de meio de mandato.

Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 05:49 · 2 min de leitura

Foto do Senado dos EUA, usada como imagem de apoio à matéria sobre a campanha eleitoral no Mississippi (crédito: U.S. Senate / Wikimedia Com
Foto: U.S. Senate / Wikimedia Commons (Public domain)

O democrata Scott Colom, candidato ao Senado dos Estados Unidos pelo Mississippi, lançou na terça (13) um anúncio que ironiza a senadora republicana Cindy Hyde-Smith por causa do preço da carne bovina. Ele fecha o vídeo dizendo que a escolha é por outro senador. A frase de Hyde-Smith usada na peça vem de uma entrevista de fevereiro à emissora WLOX.

Quadro: Carne vira munição na eleição dos EUA: democrata ironiza senadora do Mississippi
Entenda em um quadro · Bairrista

Na entrevista, a senadora, que é pecuarista e integra a Comissão de Agricultura do Senado, disse que os preços de commodities passam por altos e baixos. Também citou a política de energia do governo Donald Trump como caminho para baixar o custo do transporte. Em seguida, afirmou que o consumidor tem "tantas proteínas para escolher". No anúncio, um homem que grelha hambúrgueres responde que prefere escolher outro senador.

A campanha de Hyde-Smith rebateu. O porta-voz Nathan Calvert disse que Colom apoia "políticas da era Biden que elevaram a inflação".

Preço da carne pesa no discurso dos dois lados

Segundo o Bureau of Labor Statistics, a libra de carne moída custou em média US$ 6,79 no mês passado. Em janeiro de 2025, quando Trump voltou à Casa Branca, custava US$ 5,55. Trump tenta baixar os preços abrindo o mercado americano a importações de carne, sobretudo da Argentina. A medida irritou produtores dos EUA, e os preços seguem altos.

No Colorado, o ataque é ao ativismo do candidato

Em outros estados, são os republicanos que usam a carne contra adversários. No 8º distrito do Colorado, eles atacam o democrata Manny Rutinel. Ele fundou em 2021 a Climate Refarm, que defendia reduzir o consumo de carne. Também assinou cartas a favor de mais impostos sobre carne e laticínios e apoiou em 2024 uma proposta para barrar um abatedouro de cordeiros em Denver, que fracassou.

O distrito, no nordeste do estado, tem ranchos, fazendas leiteiras e unidades de processamento de carne, entre elas a sede da JBS Swift. Rutinel aparece em público comendo tacos de carne e tem apoio do sindicato dos frigoríficos.

"Não acho que os moradores do Colorado se importem com o que está no meu prato, acho que se importam mais em conseguir pagar pelo que está no deles", disse Rutinel. O adversário, o deputado republicano Gabe Evans, disse não se importar com o que Rutinel come. A preocupação dele é Rutinel querer usar o poder do governo para fazer todo mundo comer assim.

As eleições de meio de mandato dos EUA acontecem em 3 de novembro.

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