Camilo diz que Alcolumbre só pauta PEC da Segurança com acordo sobre maioridade penal
Líder do PT no Senado pediu votação antes do segundo turno, no domingo (25), e o presidente da Casa ficou de avaliar o pedido.
Por que afeta o RS: A PEC trata de regras nacionais de segurança pública com possíveis efeitos para as forças de segurança gaúchas.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), afirmou nesta terça (20) que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), só vai pautar a PEC da Segurança Pública se houver acordo para tratar a maioridade penal fora da proposta. Alcolumbre retirou o texto da pauta na quinta-feira (15).

A PEC altera o Artigo 144 da Constituição, que trata dos órgãos de segurança pública, amplia a atuação da PRF e garante o repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Funpen a estados e municípios. O atraso na votação adia esse repasse obrigatório, que inclui o Rio Grande do Sul.
Camilo disse que pediu a Alcolumbre a votação ainda nesta semana, antes do segundo turno. "Queremos votar nesta semana e ele ficou de avaliar", afirmou o senador. Segundo ele, houve acordo na Câmara para que a redução da maioridade penal fosse discutida em proposta separada, e ele quer o mesmo entendimento no Senado.
Duas emendas disputam a idade penal
A emenda do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), reduz a maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa. A de Camilo, que prevê 16 anos apenas para crimes hediondos, gerou divisão na base aliada do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ser favorável ao tema, mas defendeu que ele seja discutido em outra PEC. Camilo sustenta que a oposição apresentou sua emenda para dificultar a aprovação da PEC da Segurança.
Votação segue sem data no Plenário
O segundo turno das eleições presidenciais é no domingo (25). Alcolumbre ficou de avaliar o pedido do PT para votar a PEC antes disso, e não há nova data definida para a votação no Plenário.
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